quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Notícias da passagem de um “cometa” sobre o Oriente do Vale do México

Gilson Rodolfo Martins[1]

Começarei este texto esclarecendo as aspas sobre a palavra cometa no título acima. No mês julho do corrente estive por alguns dias na Cidade do México participando de um evento científico, o Congresso Internacional dos Americanistas, que, neste ano realizou-se nessa cidade. Aproveitei essa oportunidade para conhecer um pouco sobre a Maçonaria desse país e visitar alguma Loja regular, com a qual o GOB mantém vínculos formais de reconhecimento mútuo. Foi assim que visitei a sede da Gran Logia Valle Del México, com abrangência maçônica sobre o Distrito Federal do México, a qual estão filiadas 357 Lojas regulares. Portador de uma carta de apresentação expedida pelo Grão-mestrado do GOB/MS, me dirigi aos dirigentes dessa Potência Maçônica sendo recebido fraternalmente pelo Muy Respetable Gran Maestro, Eduardo Atzayácatl Licona que, na ocasião, externou um TFA a todos IR:.:. do Oriente de Mato Grosso do Sul, bem como convidou-me para trabalhar em uma das oficinas que atuam naquele complexo maçônico. Assim, participei como visitante dos trabalhos da ARLS:. Eliphas Levi, número 191, que adota nos trabalhos o REAA. É a partir deste ponto que terá início a explicação anunciada acima. Na tradição desse Oriente maçônico, existe a figura do irmão visitante de outras lojas, que, como no nosso Oriente, recebe um tratamento convencional pré-estabelecido, porém quando o irmão visitante é oriundo de outro pais ou hemisfério ele é considerado mais que um visitante e sim, um corpo sideral que está, naquele momento, circulando naquele horizonte celeste, daí o figura simbólica do “cometa”. Entendem os irmãos desse Oriente que essa passagem de um corpo celeste oriundo de orientes longínquos é longa e penosa, daí, a necessidade de apoio e ajuda para continuar a trajetória astronômica de retorno ao Oriente de origem. Nessa linha de pensamento, a coleta do Tronco de Solidariedade que circulou na sessão onde este “cometa” se fez presente foi integralmente doada ao mesmo para que simbolicamente receba os fluídos da fraternidade universal necessários à continuidade da jornada estelar.Recebi fraternalmente a ajuda, porém, expus que, embora muito agradecido e respeitando essa singela demonstração de generosa hospitalaria, eu, por graça do G:.A:.D:.U:., não estava precisando, mas que aceitava me comprometendo a depositar a moeda cunhada ofertada integralmente no Tronco da próxima sessão em que estivesse presente em minha Loja. Ainda durante os trabalhos dessa ARLS:., recebi das mãos do Venerável, como mais um gesto de fraternidade maçônica, uma tela/pôster ilustrada com a imagem do ex-presidente do México, Don Benito Juárez[2], um dos mais importantes fundadores e Grão-mestres da
Maçonaria mexicana/americana, ofertada como símbolo da união indissolúvel da Maçonaria internacional aos obreiros da ARLS:. Generosidade e Amor, Or :. de Anastácio/MS, cujo quadro de obreiros eu integro. Esse quadro hoje está exposto no mural dessa Loja e assim deverá ficar para sempre como uma reverência à memória desse valoroso Ir:. mexicano. Nesse sentido, como reconhecimento e gratidão aos Ir:. mexicanos dessa Logia traduzi e faço publicar a seguir um texto referente ao significado e relevância histórica e maçônica de Benito Juárez.

Vigência do pensamento de Benito Juárez

Os povos fortalecem o espírito cidadão quando são conscientes de suas tradições e adquirem grandeza quando rendem homenagens ao espírito de seus antepassados, como o faziam os romanos ao evocar os seus lares (deuses domésticos, simbolizados por uma chama eternamente acesa no interior das casas - daí deriva a expressão “lar”). Comemorar é uma expressão sensível, representa uma das maiores dimensões humanas, porque significa render homenagens póstumas aos próceres que construíram o rosto e a alma da pátria mexicana, um desses rostos é o de Benito Pablo Juárez Garcia. Para os mexicanos, seu exemplo de vida, sustentado no esforço, na honestidade inquebrantável, na postura patriótica, na visão do futuro, segue marcando um caminho a seguir.Em nosso país e em boa parte do mundo, paradigmas definidos por Benito Juárez, como o federalismo, o desenvolvimento democrático, o estado laico, a divisão de poderes, a defesa da soberania e a independência das nações, a não intervenção e a autodeterminação dos povos, a resolução pacífica dos conflitos e, sobretudo, a aplicação da legalidade e a retidão do estado de direito, são plenamente atuais. As dimensões de Juárez no tempo e no espaço, se ubicam na política e em sua imagem de estadista e, se pretendemos fazer uma distinção entre estes conceitos, diremos que, como político, Juárez sabia ganhar eleições legitimando-se ante o povo do México, com o consenso e com a consciência e, como estadista, uniu a geração liberal mais inteligente do México moderno e preparou as gerações que sustentariam a defesa da pátria e a manutenção da dignidade nacional.As leis da Reforma são a expressão de uma inteligência que soube entender o contexto do tormentosos anos do século XIX, nos quais padeceu o México; para a sorte de nossa sociedade nacional, a justiça foi o valor que inclinou as mentalidades mais avançadas em nosso país a instrumentalizar a legislação da Reforma, sob três princípios que sempre direcionaram a prática de Juárez: a defesa da Constituição, a lei como postulado organizador do interesse público e a luta para que fosse o governo civil quem preservaria o interesse da nação.Para quem se pergunta se o pensamento de Benito Juárez é vigente, basta recordar que nosso México, agora como antes, é um lugar de desigualdades econômicas e sociais, onde tanto o poder – de qualquer índole - como a pobreza, se ajustam com dificuldade ao cumprimento geral das normas legais e, por consequência, a igualdade ante a lei é mais um desejo, apenas, que um valor entre a cidadania. Há foros implícitos que promovem a impunidade, e existe um costume centenário de administrar a lei, NÃO aplicá-la. O nosso é um estado de direito lamentavelmente débil, onde a lei é uma teia de aranha; como dizia José Hernandez, em Martim Fierro: “não tema o homem rico, nunca tema o que manda, pois a teia a rompe o bicho grande, na qual, só se emaranha os pequenos”. Em consequência, como o estado de direito não é confiável, a sociedade perdeu a confiança no governo. Por isso, que vemos continuamente os mecanismos da institucionalidade se deteriorar e a instabilidade e a violência são os mecanismos de pressão para lograr objetivos particulares a margem do direito.Nesse contexto, recordar a vigência de Juárez implica, em princípio, recordar o papel central que tem na sociedade o império da lei. A submissão ante a mesma, tanto do cidadão como das novas corporações e monopólios, é uma condição necessária para o desenvolvimento da modernidade: se a lei não tem aplicação geral ou se carece de mecanismos expeditos de aplicação, ou se a utiliza para atiçar o confronto político, ou se se negocia a sua aplicação, então, a impunidade e a vingança se desenvolvem, a seguridade se enfraquece e a sociedade se debilita.A vigência de Juárez o é também a de sua geração, com a que integrou o que agora se denomina uma classe política, a qual foi a que obteve logros substantivos para o interesse público. Quanto não faz falta uma classe política desse tipo, que defenda o interesse geral dos mexicanos dentro e fora do país; uma classe política que seja respeitada pelo reconhecimento de quem a integre, que sejam atores que lutem pelo interesse geral e porque eles mesmos estejam submetidos a lei; uma classe política que forme lideranças políticas que, como Juárez, se baseiem em nas virtude humanas e que por suas ações orientem a política ao interesse geral e a prestigiem.Juárez mesmo é um exemplo vigente do que pode alcançar a educação. Uma educação útil tinha que ser, em seu tempo, laica, e no nosso também: laica, gratuita e de elevada qualidade em todos os níveis; uma educação que fortaleça os valores civis e sociais, que articule a cultura e a ciência para descartar fanatismos e impulsione o conhecimento para o bem estar; uma educação que nos ensine o passado sem maniqueísmos teleológicos, que elimine o sentido de discriminação social, que introduza os valores da tolerância; e por último, que impacte a relação ciência-produção.A experiência mostra que viver respeitando e aplicando a lei tem sido um sonho social; sua falta de aplicação tem fundamentos culturais. Não basta que os princípios legais estejam consignados, com mais ou menos extensão, em diversos códigos políticos que tem o país, estes não têm podido, nem poderão arraigar-se à Nação enquanto que em seu modo de ser social se conservem os diversos elementos do despotismo, da hipocrisia, da imoralidade e de desordem que nos contrariam. São palavras de Juárez, palavras vigentes enquanto que muitos desses vícios ainda subsistem, e haverá que erradicar-los da forma de ser, forma egoísta de ser que arruína a pátria.Em assunto de legalidade, mentem-se uma vigência específica porque poderia eliminar a crença de que se é justo, membros da sociedade podem atuar justiceiramente; dizia Juárez: “Qualquer plano que se adote, qualquer promessa que se faça, saindo-se da lei fundamental, nos conduzirá inevitavelmente à anarquia e a perdição da pátria, sejam quais forem os antecedentes e a posição dos homens que a ofereçam”. Portanto, a arbitrariedade não pode ser fundamento de governo, porque ela diminui a confiança nas leis, alija a população de seu respeito, porque faz parecer normal afetar com suas ações o direito de terceiros.Benito Juárez sustentava que, seus esforços por defender a soberania e estabelecer a Reforma, valeriam se “todos os homens honrados e sinceros que, por fortuna, abundam todavia em nossa desgraçada sociedade, fossem recordados: esses homens desejavam o bem de sua pátria e faziam o quanto era possível para obtê-lo.”.Cento e trinta e seis anos depois, podemos rememorar a esse homem como ele o esperava. Foi um patriota que teve uma vida convulsionada, repleta de infortúnios e cheia de privações, porém sempre teve a firme convicção de lutar pelo bem da nação, pelo bem geral, homem moral, que não enriqueceu com o exercício do poder e viveu legal e modestamente.Nestes tempos modernos de vacilações ideológicas e políticas, o exemplo de Juárez cobra vigência, porque as leis da Reforma se lograram graças a essa visão e patriotismo, devemos admirá-la com resolução e firmeza, pois, sem as quais, teria sido impossível assentar as bases jurídicas do México Livre e Soberano. O pensamento liberal juarista significa para o país a força que forjou a estrutura e o modelo jurídico, político e social, que, apesar dos detratores de ultra-direita, segue tendo vigência e vigor na atualidade.Hoje, como ontem, existem pequenos grupos, com grandes recursos econômicos, que, vivendo de rancores históricos, alimentam um falso entendimento da história sobre a vida e a obra de Don Benito Juárez, porém é evidente que a história tem dado a cada um seu lugar. Juárez vive e seu exemplo se estende com o caudal generoso em cuja onda floresce a esperança do melhor amanhã para os mexicanos. É um dever patriótico preservar, respeitar e divulgar a vida e a obra do colosso Guelatao.
BELLO, Martín Alberto Dávila. Tradición Masónica : Vigencia del Pensamiento de Juárez. in: El Poder de La Razón, ano 1, número 2,– Edición de Gran Logia Valle de México. verano 2008, Ciudad de México. Tradução de Gilson Rodolfo Martins.
[1] M:.M:. , membro da ARLS Generosidade e Amor, Oriente de Anastácio/MS, membro da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul.
[2] Benito Juárez nasceu no interior do México, no início do século XIX, quando o México atravessava um período muito conturbado pela luta em prol da independência.Filho de uma família indígena muito pobre, ainda pequeno ficou órfão e foi adotado por uma família de pequenos proprietários. Teve uma infância marcada pelo trabalho precoce e árduo, o que temperou sua personalidade no sentido da justiça social. Quando adolescente, estudou com muita dificuldade e com recursos proveniente de seu próprio esforço, conseguindo, posteriormente ingressar na vida universitária, onde cursou Direito. Formado, atuou no serviço público e na vida política onde engajou-se na luta pela expulsão de forças estrangeiras (francesas, americanas e espanholas) que, aproveitando-se da desorganização institucional reinante no período pós-colonial, invadiram o país. Graças a sua formação erudita, a sua intransigência nos ideais políticos, a sua coragem como homem e cidadão, ascendeu na luta política de reconstrução do estado mexicano livre e soberano, chegando a ocupar a presidência da república mais de uma vez. Foi um dos fundadores e construtores da Maçonaria mexicana onde atingiu o status Grão-mestre Geral. Sem dúvida foi um dos maiores maçons americanos e como tal pautou toda a sua existência e ação no mundo profano.






























































































































terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Capítulos de Maçons do Arco Real de Mato Grosso do Sul promovem sessão de palestra

Neste ultimo sábado, dia 28 de novembro de 2009 os Capítulos Avalon n° 62, 8 de Maio n° 63 e Carlos Augusto Ramos Filho n° 64 de Maçons do Arco Real do Supremo Grande Capítulo do GOB, promoveram sessão para a palestra do Comp. Elcio Gonçalves de Oliveira que falou sobre os aspectos filosóficos do Arco Real. O Comp. Elcio disse da grande dificuldade de se encontrar, no Brasil, material para estudos do Arco Real, e que recomenda a leitura da obra Intitulada “Por dentro do Arco Real” de Richard Sandbach, da Madras Editora. A cerimônia ocorreu no Templo da ARLS Virtus ET Labor, 2386 do GOB-MS, , Rito de York (Ritual de Emulação) que é patrocinadora do Capítulo Carlos Augusto Ramos Filho nº63.
Para o Comp. Manoel Eduardo Sant’anna, do Capítulo 8 de Maio nº 63, que é membro de uma Loja do Rito Adonhiramita e cursa os Graus chamados filosóficos no Rito Brasileiro, as informações trazidas pelo Comp. Elcio foram que grande importância, uma vez que até o momento de sua vida maçônica não imaginava encontrar em uma Ordem esses aspectos da maçonaria.
Para o Primeiro Principal do Capitulo Avalon E. Comp. Vilmar Benites foi com grande alegria que dirigiu a sessão dos Capítulos e enalteceu a apresentação do Comp. Elcio.

O que é o Arco Real?
Trabalho elaborado pelo E. Companheiro Luiz Adive Palmeira, Membro do Capítulo Royal Edward 5566, de Maçons do Arco Real da Inglaterra, subordinado ao Grande Capitulo Distrital da América do Sul – Divisão Norte e Past Primeiro Principal do Capítulo 8 de Maio n° 63 de Maçons do Arco Real do Supremo Grande Capítulo do GOB..
Por mais de dois séculos, para a grande maioria dos Maçons de todo o mundo, o Arco Real tem sido o complemento indispensável da educação dos Mestres Maçons.
Na época em que a Maçonaria inglesa encontrava-se dividida em duas Grandes Lojas rivais, Laurence Dermott (1720-1791), o famoso Grande Secretário dos Antigos, dizia que o Arco Real era "a raiz, o coração e o cerne da Maçonaria". A Grande Loja dos Antigos, a Ancient Grand Lodge, praticava o Arco Real desde a sua fundação e o considerava tão importante que chegou a ser conhecida como a "Grande Loja dos Quatro Graus". Seu brasão, que só ostenta elementos simbólicos do Arco Real, mostra isso.
Quando veio a União das duas Grandes Lojas, dos Modernos e dos Antigos, o Arco Real acabou por se encaixar-se nos Graus Simbólicos. Com isso, ao invés de constituir-se em um grau acima, foi considerado um Grau lateral.
Para um melhor entendimento do que trata o Grau transcrevo abaixo uma explicação publicada pelo E. Comp. Roy A. Wells, GDCA, Escreva E. Domatic Chapter of Instruction Nº177, A.Q.C. vol. LXXVIII, 1965. (Condensação) e traduzida para o português por E. Comp. Alberto Victor Castellet, Membro do Capitulo Atrium N° 04.

“Descrito como a perfeição e completa realização da Maçonaria, este grau trata do longo período que seguiu ao final do glorioso reinado do Rei Salomão. O Templo de Jerusalém havia sido destruído, o reinado de Judá dividido em tribos escravas. Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande, para converter-se parte do poderoso império da Pérsia. Este governante, muito humano, liberou os escravos judeus, e os convidou a voltar a Jerusalém, para iniciar a reconstrução do Templo. Esta lenda está baseada na restauração dos segredos genuínos do Mestre Maçom, e isto é realizado por operários que fazem um descobrimento importante durante seu trabalho e conseguindo uma interessante e iluminada explicação da natureza de Deus.”
O Arco Real tem quatro cerimônias: a exaltação como é chamada a cerimônia de admissão de novos membros e uma cerimônia de instalação para cada um dos três dirigentes. A cerimônia de exaltação está dividida em duas partes: uma apresentação bastante dramática dos princípios da Ordem seguida de três palestras na qual a história, simbolismo e os princípios do Arco Real são melhores explicados. Tal como a Maçonaria Simbólica, o Arco Real está aberto aos Irmãos de todos os credos.
O Maçom entusiasta achará no Santo Arco Real, muito do que estava procurando no terceiro grau, e além do grande ensinamento simbólico e da imponente cerimônia, achará que entre os membros do Capítulo se encontram os mais ativos Obreiros da Franco Maçonaria.
A Maçonaria do Arco Real não é em absoluto excludente, competitiva, ou incompatível com nenhum dos Graus do Escocísmo, e a prova disto é que tantos Irmãos estão atuando simultaneamente em ambos os Corpos Maçônicos.

Bibliografia: Texto do E. Comp. Roy A. Wells, GDCA, publicado na Revista Grande Loja em Destaque, edição de fevereiro 2004, publicação da Grande Loja de São Paulo.
Site do Supremo Capítulo da Inglaterra:
http://www.grandchapter.org.uk/royal-arch/index.htm
Revista Engenho & Arte, Numero 07, Primavera de 2000.






































segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sessão Magna de Iniciação promovida pela ARLS 26 de Agosto nº 2316 do GOB-MS no Oriente de Campo Grande/MS

No templo do Palácio Maçônico do GOB-MS, no Oriente de Campo Grande/MS, ocorreu neste ultimo sábado, dia 28 de novembro de 2009, Sessão Magna de Iniciação promovida pela ARLS 26 de Agosto nº 2316.
A sessão foi dirigida pelo Ilustre Irmão Edgar Afonso Bento, Venerável Mestre da Loja, na ocasião foram iniciados os Irmãos, Airton Kazumi Nakashima, Caio Madureira Constantino, Jorge Luis Correa de Souza e Paschoal Carmelo Leandro, numa sessão marcada pela presença de Irmãos de diversas Lojas da capital de Mato Grosso do Sul e Londrina/PR.
Participaram da Sessão o Sapientíssimo Irmão Fadel T. Yunes, Grão Mestre Ad Vitam do GOB-MS, e detentor da Comenda D. Pedro I, os Poderosos Irmãos Luiz Adive Palmeira, Secretário de Planejamento do GOB-MS e Moises M. Alves, Secretário de Educação e Cultura, que representou o Eminente Irmão Gessírio Domingos Mendes, o Ilustre Irmão Ronaldo Domingos Veras, membro do Ilustre Conselho Estadual, o Venerável Irmão Vilmar Benites, Deputado Estadual pela ARLS União Campograndense nº 3118, os Veneráveis Mestres, Sidnei Antonio Arioza, da ARLS Cavaleiros do Sol nº 3195, Ramão Avalos da ARLS Pharol do Sul nº 1071 e Albertoni Martins da ARLS União Campograndense nº 3118.
O Sapientíssimo Irmão Fadel cumprimentou o Venerável Mestre, Edgar, pela condução dos trabalhos e os novos Irmãos pela Iniciação, com um eloqüente pronunciamento sobre as origens da maçonaria e do trabalho realizado pelo Irmão Leandro, que é Pai do novo Aprendiz Paschoal Carmelo Leandro, disse ainda que a Maçonaria é a mais respeitável das Instituições do universo e ao final desejou a todos as bênçãos do Grande Arquiteto do Universo.
O VM Irmão Edgar agradeceu a presença do mais alto baluarte da Maçonaria do MS, Irmão Fadel e de todos os Irmãos que colaboram para o êxito da sessão, convidando a todos para um delicioso jantar de recepção aos novos Irmãos e Cunhadas, que foi servido, no salão de eventos do Palácio Maçônico.
O Irmão Elcio Gonçalves de Oliveira, como Orador da Loja, nessa sessão, disse aos novos Irmãos que a iniciação maçônica é sempre um ato de renovada grandeza, que mexe com nossos sentimentos mais profundos. E que assim a Loja lhes dá as boas vindas com os corações de todos cheios de alegria, vivificados também com os eflúvios dos Irmãos visitantes, que nos vêm não apenas ajudar a receber os novos aprendizes, mas também incorporar-se às nossas preces para a iluminação do caminho maçônico que, a partir desta data os Irmãos recém-iniciados passaram a percorrer.





































domingo, 29 de novembro de 2009

A UNIÃO DAS TRÊS AMÉRICAS UM PERFIL SOCIAL

A UNIÃO DAS TRÊS .'. AMÉRICAS UM PERFIL SOCIAL
PROF. SÉRGIO BORJA
*Conferência realizada perante a AMIL – ACADEMIA MAÇÔNICA INTERNACIONAL DE LETRAS – Local: TEMPLO MAÇÔNICO da Grande Loja de Maçons Livres e Aceitos da Pensilvânia – Rua One North Broad Street – Filadélfia – Pensilvânia – USA- Dia 31.10.2009

I – Uma perspectiva histórica:
A consolidação da União Européia no século XX, ao mesmo tempo, que é um exemplo a ser seguido, também é um desafio para a consolidação da União das Américas no século XXI. As lideranças européias souberam vencer óbices que pareceriam insuperáveis tais como suas diversas culturas, etnias, línguas, convicções ideológicas e diversidades econômico-sociais. Nas Américas, os problemas se comparados, parecem bem menores pois ao invés de dezenas de línguas e dialetos, elas possuem algumas línguas majoritárias como o espanhol, o inglês, o francês e o português, somadas as línguas dos povos autóctones. Em suma, se aglutinado no entorno das línguas neolatinas, teríamos a chamada América Latina sendo que com relação à fala inglesa, teríamos a cultura anglo-saxônica, ambas perpassadas pela ascendência africana e demais povos que contribuíram para a formação americana. Quando se diz que a América Latina está ao sul do Rio Grande incide-se num erro crasso. A América Latina começa realmente no Canadá, nas províncias de origem francesa, estendendo-se pelos Estados Unidos onde 1\3 da população americana, na Califórnia, Novo México, Nova York, Texas, Miami, Luisiana, por exemplo, têm fortes contingentes de latinos. Em suma, os Estados Unidos da América, hoje tem populações de latinos (1\3 do total), bem maiores que alguns países latinos. Esta influência é disseminada tanto através do melting pot como através do multiculturalismo. Não falamos aqui dos ítalo-americanos, portugueses, espanhóis e romenos que também trazem seu aporte cultural para a formação da grande nação Norte-Americana. Vários outros aspectos paradoxais de convergência histórica exemplificam a cooperação para o estabelecimento nas Américas da Liberdade. Ela foi forjada na Inglaterra, através da influência maçônica de Francisco de Miranda, Simon Bolívar e San Martin, todos freqüentadores das Lojas em Londres, que disseminaram a independência nas províncias espanholas. Foi também da Inglaterra e sob a proteção de uma esquadra inglesa, comandada por Sir Sidney Smith que se deslocou a família real portuguesa, de D. João VI, levando o futuro Imperador do Brasil, D. Pedro I. Hipólito da Costa, irmão maçom, fundador do Correio Braziliense, também esteve por lá. Francisco de Miranda inclusive esteve na Filadélfia junto a Jefferson e outros buscando ajuda para seus projetos de emancipação da Grã-Colômbia (Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador). Os Estados Unidos, por seu lado, tiveram a cooperação militar francesa, na sua guerra de independência contra a Inglaterra. Foram os generais maçons irmãos Marquês de La Fayette e o Conde de Rochambeau, que unidos ao General Washington, derrotaram o Gen. Cornwallis em Yorktow. Colaboraram na guerra também os espanhóis através da atuação do Conde de Galvez. A pós-modernidade ou a era da globalização é mais promissora com relação ao paroxismo cultural. Hoje, é nos Estados Unidos da América, e não em nenhum outro dos estados latino-americanos, que governa o primeiro presidente de ascendência africana. O rosto do poder americano, através do Presidente Barak Obama, encarna a esperança da liberdade e muito mais na tolerância e harmonia entre as três .'. raízes que plasmaram as três.'. Américas, os índios, os brancos e os negros.

II – Uma perspectiva ideológica e jurídica:
O tríduo Liberdade, Igualdade, Fraternidade é um legítimo tótem semiótico. Dentro deste símbolo maçônico jaz toda a massa crítica referente às ideologias e as concepções jurídicas. Norberto Bobbio, referindo-se à Liberdade diz que ela é um estar do Eu. Eu em latim tem como significante Ego. Raiz léxica de egoísmo que é o fundamento do Liberalismo através de sua papisa a escritora Ayn Rand (O Egoísmo Racional); Para Norberto Bobbio a Igualdade é uma relação entre o Eu e o outro Eu (nós, tu, etc...); o outro eu leia-se em latim alter-ego que é a raiz semântica de altruísmo. Esta última é a matriz da base coletiva do pensamento socialista ou comunista. Os franceses, entre liberdade e igualdade constataram que não era possível construir uma figura justa e perfeita então colocaram na base da pirâmide eqüilátera a palavra fraternidade, que como irmandade predispõe a necessária tolerância no convívio das gentes e das idéias. Assim é que o mundo desde a época das revoluções burguesas, ou do constitucionalismo político-liberal do século XVIII, evoluiu para novas formas de constitucionalismos engendrando-se no século XX novas possibilidades. No ano de 1917, na Rússia, vence a revolução bolchevique, que vai construir sob o signo da Igualdade e somente dela, uma alternativa para reger a felicidade humana. Em 1910, no México, com a revolução mexicana que se consolida através da constituição de 1917 e também na Alemanha de Weimar, através da constituição de 1918, teremos a terceira alternativa que se consolida numa terceira posição tornando concreta a possibilidade de um meio termo entre os opostos Liberalismo e Comunismo, tão bem descrito por Eric Hobsbaum, em sua Era dos Extremos, que é a Social-Democracia, um meio termo entre àqueles opostos. Assim é que teremos três sistemas constitucionais, vigentes no globo, que podem ser enquadrados da seguinte forma:
TESE – CONSTITUCIONALISMO LIBERAL OU CAPITALISMO
ANTÍTESE – SOCIALISMO CONSTITUCIONAL OU COMUNISMO
SÍNTESE – CONSTITUCIONALISMO SOCIAL OU SOCIAL-DEMOCRACIA
Sob o domínio do princípio Liberal alinharam-se os Estados Unidos da América, a Inglaterra, Canadá, Austrália e outros, sendo que sob o princípio Socialista ou Comunista alinharam-se a URSS, a China, Cuba e o Leste Europeu; sob a influência Social Democrata estavam, logo após a segunda guerra, a França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, hoje na União Européia como um todo, sob o regime da Social-Democracia. Brasil e Argentina, sob regimes de força, com Vargas e Perón e depois sob os governos militares repetiram a mesma fórmula. Os Estados Unidos da América, logo após o crash da Bolsa de Nova York, em 1929, a partir de 1930, com Franklin Delano Roosenvelt, através da política do “New Deal” fez um ensaio Social-Democrata keynesianista, por um longo período de quatro mandatos em sequência. Lênin, com a sua Nova Política Econômica, em uma passagem do socialismo russo amainou o extremado igualitarismo para com uma pitada de liberalismo ativar a produção agrícola do país sucateada pelo extremismo.
Assim é que o planeta vivenciou através do século XX a era dos extremos fazendo pouco caso da sabedoria maçônica de divisar na tolerância a estrada para a paz e a construção do progresso dos povos. É de lembrar que o ser humano imerso num cosmos lúdico onde as forças extremadas lutam desde o início das eras, manifestando em sua psiquê e mesma forma lúdica da luta dos opostos, seja do maniqueísmo. Este maniqueísmo projeta-se da mesma forma ideologicamente desdenhando da sapiência dos povos antigos que divisavam o equilíbrio no meio termo entre os opostos. Os chineses, através do Tao, milenarmente conhecido, procuravam filosoficamente, equilibrar os extremos manifestos nas forças Yin e Yang. Os gregos, através de Aristóteles, na Ética a Nicômaco, da mesma forma criaram a chamada MESOTES, que é um meio termo entre os opostos. Aristóteles divisava no meio termo o equilíbrio e a sapiência para a vida, para a sociedade e para todos os problemas do homem. Os romanos tornaram esta verdade num brocardo que iluminou os mais de dois mil anos de seus impérios na máxima que rezava: “In médio stat virtus” (No meio está a virtude).
Eric Hobsbaum ao descrever o século XX qualificou-o como a Era dos Extremos. Com a queda do muro de Berlim, a guerra fria entre os EUA e a URSS, foi substituída pelo policentrismo tripolar, com o surgimento dos Tigres Asiáticos e da União Européia. Recentemente, o perfil da Globalização, comandada pelos entes de Bretton Woods, o FMI, o GATT, a OMC e o Word Bank, secundados pelos entes regionais, tiveram sua sinergia abalada pelo estouro da bolha sub prime imobiliária nos Estados Unidos. Uma reação sistêmica fez com que as nações, através do estado nacional e suas agências, tivessem de injetar bilhões de dólares para salvar ativos e não condenar milhões de pessoas e nações ao desemprego, a crise e à fome. Assim é que os estudiosos tomaram consciência da necessidade de intervenção estatal na economia para regular seus efeitos deletérios. A mão invisível do mercado, laissez faire laissez passer se deixada ao sabor do vento produz crises que podem levar a humanidade a becos sem saída. O Presidente Barak Obama, à frente da grande nação americana, reproduzindo a consciência da política do new deal, de Franklin Delano Roosenvelt, ateia fogo a um novo debate mundial, a necessidade de uma intervenção mínima do estado nas coisas da economia construindo uma equação que se projeta como um triângulo eqüilátero ombreado no tríduo Trabalho, Capital e Estado que se projetam na verdade onividente do triângulo eqüilátero ombreado pela Liberdade, Igualdade, Fraternidade. É a consciência dada pelo filósofo alemão Jurgem Habermas, quando retrata a verdade “que o estado nacional está como uma nave com a carga mal presa, que sem containers, oscila ao sabor das ondas de uma lado para outro ameaçando a estabilidade do barco estatal” Para ele a “carga”, que na realidade são os princípios da Liberdade e da Igualdade, seja, do Liberalismo e do Socialismo, deverão quedar eqüidistantes para, alimentando cada um na sua proporção de realidade o mundo econômico, político e jurídico, propiciarem uma melhor harmonia social. É a visão da Social Democracia necessária para atenuar os desequilíbrios porventura existentes em um mercado totalmente livre e que se faz deletério quando causa crises como a de 1929 em Nova York ou como a de 2007 da sub prime imobiliária.
Assim é que para a construção da UNIÃO DAS TRÊS AMÉRICAS deve-se entabular conversações partindo de premissas que passem pela TESE Liberal, visitem a ANTíTESE Socialista, mas inevitavelmente desabrochem numa visão eqüidistante da SÍNTESE DEMOCRATA SOCIAL já materializada no equilíbrio da Europa.
Os Estados da América Latina aguardam do seu grande irmão do norte, os Estados Unidos da América, uma sinalização para esta consciência social e para a construção, sob o signo da MESOTES entre o princípio LIBERAL E o SOCIALISTA, o umbral que levará a facilitar a construção da união hemisférica sob o signo da LIBERDADE, DA IGUALDADE mas sobretudo da FRATERNIDADE, sob o pálio de uma Social Democracia. A Organização dos Estados Americanos poderá, reativada sob todos os aspectos, juntamente com a união dos entes-regionais através de um fórum regional ser o lócus para o início desta discussão inadiável no hemisfério. O Presidente Barak Obama, que já faz movimentos na área previdenciária americana, sofrendo oposição de setores radicais liberais, já mostra uma visão que divisa o caminho para o futuro e a estrada que levará a UNIÃO DAS TRÊS AMÉRICAS. Uma distensão, lenta, gradual e moderada levará a um acomodamento com as manifestações extremadas de estados como Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador, que pressionados pela força irrefutável desta verdade, retificando seus caminhos na medida da aproximação norte-americana sob uma nova luz, como dado de ciência e sapiência, poderão conhecer, ainda neste primeiro lustro do século XXI, o que a Europa construiu em 50 anos, no pós-guerra. Aí então cantaríamos como José Enrique Rodó, uruguaio, o filósofo e poeta da união americana: “Yo creí siempre que en la América nuestra no era posible hablar de muchas patrias, sino de una patria grande y única; yo creí siempre que si es alta la idea de la patria, expresión de todo lo que hay de más hondo en la sensibilidad del hombre: amor de la tierra, poesía del recuerdo, arrobamientos de gloria, esperanzas de inmortalidad, en América, más que en ninguna outra parte, cabe, sin desnaturalizar esa idea, magnificarla, dilatarla; depurarla de lo que tiene de estrecho y negativo y sublimarla por la propia virtud de lo que encierra de afirmativo y fecundo: cabe levantar sobre la patria nacional, la Patria americana, y acelerar el día en que los niños de hoy, los hombres del futuro, preguntados cuál es el nombre de su patria, no contesten com el nombre del Brasil, ni com el nombre de Chile, ni com el nombre de Méjico, porque contesten com el nombre de América. Toda política internacional americana que no se oriente en dirección a esse porvenir y no se ajuste a la preparación de esa armonía, será una política vana y descarriada.”1

[1] JE RODÓ, Enciclopédia Barsa (Rio de Janeiro Editora Barsa 1990), vol. 1, p. 480 (translation by the author): “(1872-1917) Philosopher, educator and Uruguayan essayist, one of the most important individuals concerning Latin American thoughts, he has written “Los Motivos de Proteu” – 1909, among other works…”

sábado, 28 de novembro de 2009

A Saint George Lodge nº 5561 da UGLE recebe seu Centenary Certificate

No ultimo dia 25 de novembro de 2009 ocorreu no Templo maçônico da rua Lisboa, 1120, Pinheiros em São Paulo/SP sessão na Saint George Lodge nº 5561, pertencente ao Distrito América do Sul – Divisão Norte, criado em 6 de maio de 1935 pelo tratado de amizade entre a Grande Loja Unida da Inglaterra e o Grande Oriente do Brasil, e que é subordinado à Grande Loja Unida da Inglaterra. Na oportunidade o District Grand Master Colin Foster apresentou à Loja o Centenary Certificate, pelos 100 anos completados pela Loja em julho de 2004. Após a cerimônia foi servido o Ágape à moda Inglesa. A Saint George Lodge tem com VM o Irmão João V. de Assunção, estiveram presentes na sessão alem do DGM Colin Foster, os Irmãos Paul Platt DDGM, Richard Elgin Phillips, Mario Sergio Nunes da Costa, Rafael Bhear, Fernando Colacioppo, Souza Neto e Alferio Di Giamo Neto.
Fonte: Assessoria de Comunicação da www.redecolmeia.com.br















sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma Introdução aos Graus Maçônicos Associados

A grande maioria dos graus "adicionais" trabalharam na Inglaterra no início do século XIX e estavam originalmente sob o patrocínio dos 'Antigos', que consideravam que as Lojas Simbólicas tinham direitos a trabalhar qualquer grau maçônico de que tinham conhecimento e que seus membros poderiam trabalhar esses Graus. Após a formação da Grande Loja Unida vários graus foram gradualmente organizados em ordens separadas, cada um com seu próprio corpo diretivo. Até o final desse século, um grande número de graus independentes de qualquer órgão diretivo estavam sendo trabalhados em diferentes partes do país. No final da década de 1870, foi acordado pelos então Grandes secretários da Grande Loja Unida, Grande Loja de Marca do e Rito Antigo e Aceito para que se estabelece-se um ‘Grand Council of the Allied Masonic Degrees in England and Wales and the Colonies and Dependencies of the British Crown’ (Grande Conselho dos Graus Maçônicos Associados da Inglaterra e no País de Gales e as colônias e dependências da Coroa Britânica). A sede seria no Mark Masons’ Hall. Também foi acordado que nenhum novo organismo que pretendesse ser um organismo maçônico e ser legalmente estabelecido na Inglaterra, poderia faze-lo sem o consentimento dos Órgãos Diretivos da Ordem dos Templários, Rito Antigo e Aceito, Marca, Cruz Vermelha de Constantino, Royal and Select Masters, e do novo Grande Conselho, e que qualquer novo orgão criado com o consentimento deveria ser sob a direção do Grande Conselho. Assim nasceu o Grande Conselho, que conhecemos agora como o Grand Council of the Allied Masonic Degrees of England and Wales and Districts, and Councils Overseas .
No Conselho de Graus Associados, os candidatos são admitidos no Grau de São Lourenço, o Mártir, e onde ocorre a Instalação dos Veneráveis. Para ser admitido o candidato deve ser Mestre Maçom, Mestre Maçom da Marca e Companheiro do Arco Real.



São Lourenço, o Mártir
Há cinco graus que são trabalhados nessa Ordem, que está aberta para os irmãos que são Maçons da Marca e Companheiros do Arco Real de qualquer fé. O Grau de São Lourenço Mártir deve ser conferido em primeiro lugar e explica como Lawrence deu a sua vida em vez de trair seus princípios; responsabilidade, integridade e coragem são as lições a serem aprendidas nesse Grau.

Joia – Um grelha em prata suspensa a partir de uma fita laranja com a borda em azul Royal. Os outros graus podem ser conferidos em qualquer ordem.



Cavaleiro de Constantinopla

Trata-se de um Grau que trata da relação entre o Imperador Constantino e seus súditos. A cerimônia é divertida e engraçada, mas no final, o candidato fica em dúvida sobre a importância da virtude da humildade.

Joia - Cruz de Malta em ouro ou dourada sobreposta por uma Lua em quarto crescente suspensa em uma fita verde em que são 3 punhais em ouro ou dourados apontados pra baixo.



Grande Cobridor de Salomão
Este Grau é muito dramático e o ocorre sobre a abóboda secreta sob o templo. Ele reflete sobre o perigo do julgamento apressado.

Joia – Um triângulo com o vértice apontando para baixo em esmalte preto e as bordas em ouro ou douradas. O numero 27 inscritos com os caracteres hebraicos e no reverso o Nome Inefável em Ordem Cabalística. Ela é suspensa a partir de uma fita cor de fogo com um cinza claro de cada lado e uma mão segurando um punhal com a ponta para baixo e encimado por três coroas, tudo em ouro ou dourada.



Cruz Vermelha da Babilônia

Este grau preenche a lacuna entre o Simbolismo e o Santo Arco Real com Zorobabel conseguindo autorização para iniciar a reconstrução do Templo. A lição aqui é de que é suprema a importância da verdade.

Joia - consiste de uma estrela de sete pontas em que são duas espadas cruzadas, apontadas para cima, em ouro ou douradas, dentro de um círculo de esmalte verde suspensas a partir de uma fita verde.

Grande Alto Sacerdote

Muitos acreditam que este deveria ser o último grau a ser concedido, o candidato é ungido, consagrado e separado para o serviço de Deus com sumo Sacerdote. Esta é uma cerimônia verdadeiramente edificante, que é bastante especial.

Jóia - consiste de uma mitra sobreposta uma um triângulo, vértice apontando para cima, em ouro e dourada, suspensa em uma fita vermelha.

website do Allied Masonic Degrees District of Surrey, um condado situado ao sul da Inglaterra.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul e seus 10 Anos de Fundação

Foi há dez anos atrás – na noite do 133º dia do ano de 1999, numa quinta-feira 13 do mês de maio - que foi fundada a Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul (AMLMS) pelas Potências Maçônicas do Estado (Grande Oriente do Brasil, Grande Loja de Mato Grosso do Sul, e Grande Oriente de Mato Grosso do Sul) e contando com o providente e decisivo apoio dos três Grão-Mestres da época. Esta data cívica e mística (13 de maio) fora eleita por ser o marco da abolição da escravatura no Brasil – um dos tantos empreendimentos históricos da Maçonaria, que, embasada nos seus ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, foi indômita precursora da campanha abolicionista no nosso país: batalha esta consagrada com a vitória radiante da assinatura da “Lei Áurea” (em 13 de maio de 1888) pela Princesa Isabel, que, compartilhando dos anseios maçônicos e irmanada no sublime desígnio de engrandecimento da Pátria, assinou a louvável lei, quebrantando os grilhões do elemento servil e extinguindo a escravocracia brasileira.
A comemoração dos 10 anos de Fundação da Academia aconteceu na noite desta sexta-feira p.p. (15/05), no Salão do GOB-MS, com a presença de acadêmicos, familiares e convidados. Diversas personalidades maçônicas e autoridades prestigiaram o evento.
Com sede provisória na Rua São Félix nº 789 - Jardim Vilas Boas (Palácio Maçônico do GOB-MS) e com abrangência em todo o Estado, a Academia Maçônica de Letras de MS – que teve o seu Estatuto aprovado em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 23 de julho de 1999 – possui, dentre outras finalidades, a missão de incentivar e difundir os trabalhos de seus acadêmicos e cultivar a filosofia e a literatura maçônicas, bem como interagir e colaborar com outras instituições que se dedicam às letras e ao vernáculo em geral, veiculando cultura de interesse da família e da sociedade.
Compromissada igualmente com os valores do futuro, a Entidade tem ainda o papel de apoiar as mais variadas criações artísticas, atividades literárias e linguísticas, contribuindo assim com a inteligência cultural do nosso Estado e do país.
Desde a sua fundação, A AMLMS teve os seguintes presidentes: Fadel Tajher Iunes (de 1999 a 2001, e atual Presidente de Honra); Cid Antunes da Costa (2001 a 2003); Orlamar Teixeira Gregório (2003 a 2006); e Cid Antunes da Costa (presentemente).
Aos moldes da Academia Brasileira de Letras e da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, a Academia Maçônica de Letras de MS possui quatro dezenas de Cadeiras Vitalícias, numeradas de 1 a 40 e ocupadas por Membros Efetivos, tendo cada uma o seu Patrono. Estes luminares patronímicos das Cadeiras da AMLMS – que, de acordo com a tradição, devem ser lembrados no Discurso de Posse dos novos acadêmicos – são elencados em dois grupos: Patronos nacionais (Cadeiras 01 a 20) e Patronos locais (Cadeiras 21 a 40).
A eleição de Sócios Efetivos (Acadêmicos) será precedida da aquiescência do candidato, que deverá ser apresentado por no mínimo dois sócios da mesma categoria, em dossiê contendo a identificação, bem como o currículo do proposto, relação de suas obras publicadas e uma justificativa assinada pelos proponentes. Além disso, a criteriosa análise observa várias outras condições e normas que são estabelecidas para a justa garantia do importante galardão. Conforme tradição acadêmica e norma específica, o candidato eleito destacará em seu discurso, no ato da sua posse solene, a importância do Patrono de sua Cadeira; e, caso não seja o primeiro ocupante do assento, deverá incluir em seu encômio o(s) ocupante(s) anterior(es).
Cumprindo seus preceitos estatutários, a AMLMS já apoiou e publicou – ao longo de sua existência – diversas obras literárias de seus membros, além de reeditar outras. Agora, no calor esplendente das festividades alusivas ao seu 10º aniversário, a Entidade trará a lume uma edição especial: o seu Livro Histórico. Obra esta que compendia os discursos de posse dos seus membros, como também apresenta as apologias proferidas aos respectivos Patronos (e biografias destes), reavivando a história e deixando, assim, gravado ad perpetum rei memoriam estas relevantes peças acadêmicas do Sodalício.
Em sessão pública no auditório da Grande Loja Maçônica de MS (Rua do Sucre nº 275 - Portinho Pache, nesta capital), na próxima noite de 19 de junho – quando acontecerá também a posse solene de quatro novos acadêmicos, que foram recém-eleitos – teremos o lançamento oficial deste emblemático livro (organizado pelo atual presidente Cid Antunes da Costa) que eternizará quinhão importante da identidade dinâmica desta guardiã da cultura maçônica do nosso Estado: a Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul.
De parabéns, portanto, a AMLMS, pelos seus 10 anos de atividade e pela produção do Livro Histórico que imortalizará a essência borbulhante da memória cultural maçônica estadual.

Rubenio Marcelo em 16/05/2009.
Membro Efetivo da AMLMS - Academia Maçônica de Letras de MS - Titular da Cadeira Vitalícia nº 13 – Patrono Rui Barbosa












































quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dan Brown destaca a Maçonaria em "O Símbolo Perdido"

SÃO PAULO – "O segredo é saber como morrer." Com essa afirmação, Dan Brown começa seu novo romance, "O Símbolo Perdido", nas livrarias desde sábado, e assim segura o leitor pelas próximas 489 páginas descrevendo ritos e supostos códigos secretos da Maçonaria.
A fórmula é a mesma, reciclada de seus romances "Anjos e Demônios" (2000) e "O Código da Vinci" (2003), que têm como protagonista o simbologista e professor de Harvard Robert Langdon e, juntos, já venderam 120 milhões de exemplares. Ritmo cinematográfico, sociedades secretas, mistérios em pontos turísticos, vilão estereotipado e uma musa inteligentíssima costuram a trama, novamente protagonizada por Langdon. Temas tão diversos e complicados como ciência noética (que estuda a mistura de ciência com o poder da mente), teoria das supercordas (sobre o universo) e grandes obras de arte são descritos no livro com a mesma facilidade com que o autor fala de assassinatos, religião e conspirações internacionais. Novamente, o autor explora o interesse do leitor pela mistura de ficção com fatos históricos (reais) e explicações sobre obras de arte e pontos turísticos que quase ninguém percebe.Os segredos, supostamente revelados por Brown sobre a Maçonaria, não são tão secretos assim, mas certamente são capazes de impressionar quem não conhece a irmandade. Diferente dos outros romances, em que Brown exagera ao falar da Opus Dei ou dos Illuminati, neste, ele pega leve com a Maçonaria, chegando até ser favorável à irmandade. O poder de fogo para criar polêmicas, um dos grandes trunfos de marketing de suas histórias, não deverá ser o mesmo de antes. Até porque os maçons não têm a política de reagir às críticas.A previsão era de que o livro fosse lançado nacionalmente hoje, mas a demanda foi tão grande que a editora Sextante antecipou a distribuição. Com previsão de tiragem de 400 mil cópias (a mesma de "Harry Potter e as Relíquias da Morte"), o número foi dobrado para 800 mil com a justificativa de que a obra não poderia faltar nas estantes durante o Natal - e também como uma estratégia de marketing, afinal, se falta livro, ele não figura na lista dos mais vendidos. Lançado em 14 de setembro nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, com tiragem inicial de 5 milhões de cópias, "O Símbolo Perdido" teve, somente no primeiro dia de vendas, 1 milhão de exemplares vendidos.

Fonte: Agência Estado (24 de novembro 2009)