segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ARLS PATRIARCA DE CAMPO GRANDE, nº 2.963, GOB-MS, do Rito Adonhiramita, do Oriente de Campo Grande/MS, realizou sessão magna de iniciação.

Neste ultimo sábado, 14 de novembro de 2009, a ARLS PATRIARCA DE CAMPO GRANDE, nº 2.963, GOB-MS, do Rito Adonhiramita, do Oriente de Campo Grande/MS, realizou sessão magna de iniciação.
A sessão foi dirigida pelo Ilustre Irmão Sergio Ribeiro Chaves, Venerável Mestre da Loja, na ocasião foi iniciado o Irmão Jorseli Cassanta Nadalon, numa sessão marcada pela presença de Irmãos de diversas Lojas da capital de Mato Grosso do Sul.
O Poderoso Irmão Joel Marques, Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro, que na
ocasião representou o Grão Mestre Estadual Eminente Irmão Gessíro Domingos Mendes, deu boas vindas ao Irmão Jorseli, em nome de sua Loja, a ARLS Obreiros da Pátria nº 2900, da Delegacia do Rito Brasileiro e em nome do Grão Mestre Estadual.
Participaram, ainda, o Poderoso Irmão Benilo Allegretti, Grão Mestre Adj. Honorário do GOB-MS e Delegado Litúrgico do REAA, o Poderoso Irmão Joaquim Pedro Martins Vieira, Delegado Li turgido do Rito Adonhiramita em Mato Grosso do Sul, o Poderoso Irmão Luiz Adive Palmeira, Secretário de Planejamento do GOB-MS, o
Poderoso Irmão Sabino Preza, Secretario de Comunicação e Informática do GOB-MS, o Ilustre Irmão Dias Venerável Mestres da ARLS Mestre Rivadavia Siqueira Lima, nº 2906.
O Grão-Mestre Adjunto Honorário do GOB-MS, Irmão Benilo Allegretti, fez uso da palavra e disse que “o maior trabalho de um Maçom moderno é a aplicação de maneira prática e correta da sabedoria moral que se espera adquirir durante sua vida maçônica”.
O VM Irmão Sergio, disse da alegria de receber tantos Irmãos na sessão de iniciação e convidou a todos para o jantar de recepção ao novo Irmão e família.


O Rito Adonhiramita


O belo Rito Adonhiramita, hoje só praticado no Brasil e também chamado de Maçonaria Adonhiramita, nasceu de uma controvérsia, na França do século XVIII, em torno de Hiram Abi ("Hiram, meu pai"), chamado de Adon-Hiram ("senhor Hiram"), e Adonhiram, que, segundo os textos bíblicos, era um preposto às corvéias, por ocasião da construção do templo de Jerusalém.Ocorreu que, em 1744, Louis Travenol, sob o pseudônimo de Leonard Gabanon, em sua obra "Cathécisme des Francs Maçons ou le Secret des Francs Maçons", confundiu Adonhiram com Hiram Abi, o que fez com que os ritualistas se dividissem, pois, para uns, Adonhiram e Hiram eram a mesma pessoa, enquanto outros sustentavam uma teoria dualista, divergindo quanto à ação de cada um dos personagens: um grupo sustentava que Adonhiram não havia sido mais do que um subalterno, ao passo que o outro via, nele, o verdadeiro protagonista do terceiro grau. Nasceria, assim, uma Maçonaria dita Adonhiramita, que seria, segundo seus teóricos, oposta à Maçonaria "Hiramita". E ela se tornaria conhecida através da publicação do "Recueil Précieux de la Maçonnerie Adonhiramite", publicado em 1782, por Louis Guillemain de Saint-Victor, e que Ragon, sem nenhum fundamento, atribuiu, erradamente, ao barão de Tschoudy. Essa primeira compilação envolvia os quatro primeiros graus e foi completada, em 1785, pelo mesmo Louis Guillemain, com uma compilação complementar abordando oito Altos Graus, completando os doze do rito.Depois de 1785, Saint-Victor publicou a tradução de um artigo alemão, sobre um grau dito "Noachita" (alusivo a Noah, ou Noé), ou "Cavaleiro Prussiano", tratando-o, ironicamente, em trabalho estampado no "Journal de Trévoux". O mesmo Ragon, novamente sem nenhum fundamento, "viu", aí, um décimo-terceiro grau adonhiramita, embora Saint-Victor só tenha apresentado o artigo como uma curiosidade. No Brasil o Rito Adonhiramita foi introduzido regularmente em 1801 com a fundação da Loja Reunião e consolidada em 15 de novembro de 1815, data da fundação da Loja Comercio e Arte, por Maçons obedientes ao Grande Oriente Lusitano. Foi portanto, o primeiro Rito a desenvolver-se regular e continuadamente no Brasil onde foi e é praticado, ininterruptamente, até os dias de hoje. A Instalação definitiva da Loja Comercio de Artes, ocorreu no dia 2 de junho de 1821. Nesta mesma data, os seus Obreiros, preocupados com a criação de uma entidade maçônica de caráter nacional, cogitaram desmembrá-la para fundarem mais duas Lojas: a Esperança de Niterói e a União e Tranqüilidade. Compondo, destarte, um quadro de três Oficinas - Base, àqueles Irmãos estavam preparando as condições propícias para o nascimento do grande oriente brasílico que seria o baluarte de nossa Independência, de que foi artífice e fiadora a Maçonaria Adonhiramita, embora, as duas Lojas filhas só seriam fundadas quando da criação do Grande Oriente do Brasil, em 1822, quando adotaram o Rito Moderno por ser o Rito adotado pelo Grande Oriente de França. Em 1839, a Constituição do Grande Oriente do Brasil criou o Colégio dos Ritos, incluindo o Rito Adonhiramita. Em 1851, foi criado o Colégio dos Ritos Azuis e em 1873, o Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas, também pelo Grande Oriente do Brasil. Após a separação da Maçonaria Brasileira, os graus simbólicos ficaram com o Grande Oriente do Brasil e os Altos Graus jurisdicionados às respectivas Oficinas Chefes dos Ritos. Em 2 de junho de 1973, o Mui Poderoso e Sublime Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas para o Brasil instituiu os graus de Kadosh e aumentou o número de graus para trinta e três. A partir dessa data, o governo das Oficinas Litúrgicas do Rito Adonhiramita ficou a cargo do Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita, é dirigido pelo Magnífico Patriarca Regente.

A LOJA PATRIARCA DE CAMPO GRANDE

A ARLS Patriarca de Campo Grande, Nº 2963, fundada em 29 de julho de 1996, do Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul, adota o Rito Adonhiramita. Os trabalhadores da Loja Patriarca vivem maçonicamente os preceitos fundamentais sincréticos que a ritualística Adonhiramita exige em seus trabalhos e na vida de seus IIrs, não comungam a filosofia de que no mundo hodierno e nas suas vicissitudes, clamam por inovações devido às informações que a dinamicidade traz para que o homem “sua matéria prima” interaja e transforme tudo que está ao seu redor, movido pelo ego. Nós Adonhiramitas rechaçamos essa inovação e contemplamos a evolução do homem para sua realidade consciencial, temos como escopo o bem comum de uma sociedade justa através da formação e construção de maneira fraterna e consciente – guiada pela liberdade de pensar – pela isonomia no agir – pelo amor acima de todos os valores profanos. A oficina de trabalho da Loja Patriarca Campo Grande reúne-se as terças feiras, 20:00 horas, na rua Spipe Calarge 2411, em Campo Grande/MS, e se manifesta com alegria aos IIrs visitantes que abrilhantam nos com suas presenças em nossas reuniões.

domingo, 15 de novembro de 2009

Para não esquecer

O Irmão Harry Mendoza, Past Master da Loja Quatuor Coronati nº 2076, a primeira Loja de pesquisas do mundo, escreveu um livro precioso em 1995, chamado Serendipity1.
Toda vez que o folheio, lembro-me do Felisberto, principalmente por causa do que os editores escreveram na apresentação do livro:
“Quase todas as Lojas Maçônicas no mundo têm um nome e um número. Na Inglaterra, há aproximadamente 9.000 Lojas, além de 3.300 Capítulos do Arco Real.
A intenção deste livro era descobrir as origens da identidade das Lojas através de seus estandartes. Entretanto, tornou-se logo evidente que, em muitos casos, o emblema do estandarte era o mesmo que aparecia na insígnia usada pela Loja, que também aparecia-nos Chamamentos2 e nos alfinetes de lapela dos seus Past Masters. 3
Muitas Lojas têm uma divisa, a grande maioria em Latim, mas algumas também em francês e galês. Algumas têm conotação óbvia com o nome da pessoa ou organização que deu nome à Loja, enquanto outras são bem mais intrigantes.
Assim, aquilo que havia começado como um livro sobre estandartes de Lojas tornou-se um de descobertas e tesouros insuspeitados. “O título, Serendipity, espelha o que o leitor sentirá ao mergulhar neste livro – alegria das descobertas inesperadas.”
Assim era o Felisberto, sempre descobrindo fatos e coisas. E dividindo com os Irmãos, como era bem de seu jeito.
Há quase dez anos atrás, na plenitude de seu entusiasmo, fuçando que encontrava sobre Maçonaria, nosso Felisberto não se detinha diante de qualquer obstáculo. Se estivesse em português, ele ira confrontar para tirar suas próprias conclusões. Se estivesse em idioma estrangeiro, espanhol, italiano ou francês, lá ia ele pacientemente fazendo sua tradução, anotando minuciosamente os termos mais complexos.
Um dia, ele apareceu com o artigo que se segue, que aqui reproduzimos para fazer justiça aos perseguidos e sacrificados Maçons alemães.
Na revista Gênesis, editada pela Grande Logia de Espana (http://www.granlogia.info/pagina/index2.htm), havia uma história tão interessante que resolvi trazer para vocês, traduzida livremente e acrescentada de alguns comentários necessários. Aqui vai:
No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer.
E breve, a maçonaria alemã, que conhecera dias gloriosos e que tivera, em suas colunas, os mais ilustres filhos da pátria alemã, com Goethe, Schiller e Lessingn, veria esmagado o espírito da liberdade sob o pretexto de impor a ordem e uma estúpida supremacia racial.
Quanto retrocesso desde que Friedrich Wilhelm III, Rei da Prússia, em 1822, impediu que os esbirros reacionários da Santa Aliança de Metternich4 fechassem as Lojas Maçônicas, declarando peremptoriamente que pode3ria descrever os Francos-Maçons prussianos, com toda a honestidade, como sendo os melhores dentre os seus súditos... 5
As Lojas alemãs, na terceira década do século XX, estavam jurisdicionadas a onze Grandes Lojas, divididas em duas tendências.
O primeiro grupo, de tendência humanista, seguindo os antigos costumes ingleses, tinha como base a tolerância, valorizando o candidato por seus méritos e não levando em consideração sua crença religiosa.
Constava de sete Grandes Lojas, a saber: Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja Nacional da Saxônia, em Dresden: Grande Loja do Sol, de Bayreuth; Grande Loja-Mãe da União Eclética dos Francos-Maçons, em Frankfurt; Grande Loja Concórdia, em Darmstadt; Grande Loja Corrente Fraternal Alemã, em Leipzig; e, finalmente, a Grande Loja Simbólica da Alemanha.
O segundo grupo consistia das três antigas Lojas prussianas, que faziam a exigência de que os candidatos fossem cristãos. Havia ainda a Grande Loja União Maçônica do Sol Nascente, não considerada regular, mas que também tinha tendências humanistas e pacifistas.
Voltando a 1934, a Grande Loja Alemã do Sol se deu conta do grave perigo que iria enfrentar. Inevitavelmente, os maçons alemães estavam partindo para a clandestinidade, devido à radicalização política e ao nacionalismo exacerbado. Muitos adormeceram e alguns romperam com a tradição, formando uma espúria Franco-Maçonaria Nacional Alemã Cristã, sem qualquer conexão com o restante da Franco-Maçonaria. Declaravam eles abandonarem a idéia da universalidade maçônica e rejeitara ideologia pacifista, que consideravam como demonstração de fraqueza e como uma degeneração fisiológica contrária aos interesses do estado!
Os maçons que persistiram em seus ideais precisaram encontrar um novo meio de identificação que não o óbvio Compasso & Esquadro, seguramente um risco de vida.
Há uma pequenina flor azul que é conhecida, em muitos idiomas, pela mesma expressão: não-me-esqueças – o miosótis. Entenderam nossos irmãos alemães, que esse novo emblema não atrairia a atenção dos nazistas, então a ponto de fechar-lhes as Lojas e confiscar-lhes as propriedades.
O Miosótis
Vergissmeinnicht, em alemão; forget-me-not, em inglês; forglemmigef em dinamarquês; ne m’oubliez pás, em francês; non-ti-scordar-di-me, em italiano; não-teesqueças-de-mim, em português. Diz à lenda que Deus assim chamou a florzinha porque ela não conseguia recorda-se do próprio nome. O nome miosótis (Myosotis palustris) significa orelha de camundongo, por causa do formato das pétalas.
O folclore europeu atribui poderes mágicos ao miosótis, como o de abrir as portas invisíveis dos tesouros do mundo. O tamanho reduzido das flores parece sugerir que a humildade e a união estão acima dos interesses materiais, porque é notada principalmente quando, em conjunto, forma buquês no jardim.
Segundo conta o irmão Mendoza, de acordo com uma velha tradição romântica alemã, o nome da flor está relacionado às últimas palavras de um cavaleiro errante que, ao tentar alcançar a flor para sua dama, caíra no rio, com sua pesada armadura e afogara-se.
Outra história contada por ele diz que Adão, ao dar nomes às plantas do Jardim do Éden, não viu a pequena flor azul. Mais tarde, percorrendo o jardim para saber se os nomes tinham sido aceitos, chamou-as pelo nome. Elas curvaram-se cortesmente e sussurravam sua aprovação. Mas uma voz delicada a seus pés perguntou:
“- E eu, Adão, qual o meu nome?”
Impressionada com a beleza singela da flor e para compensar seu esquecimento, Adão falou:
“– Como eu me esqueci de você antes, digo que vou chamá-la de modo a nunca mais esquecê-la. Seu nome será não-te-esqueças-de-mim.”
Através de todo o período negro do nazismo, a pequenina flor azul identificava um Irmão. Nas cidades e até mesmo nos campos de concentração, o miosótis adornava a lapela daqueles que se recusavam a permitir que a Luz se extinguisse. 6
O miosótis como símbolo foi objeto de um interessante estudo do irmão David G. Boyd, no Philaletes de abril de 1987. Ele conta, também, que muitos maçons recolheram e guardaram zelosamente jóias, paramentos e registros das Lojas, na esperança de dias melhores. O irmão Rudolf Martin Kaiser, VM da Loja Leopold zur Treue, de Karlsruhe, quebrou a jóia do Venerável Mestre em pequenos pedaços de tal modo que não pudesse ser reconhecida pela infame Gestapo.
Em 1945, o nazismo, com seu credo de ódio, preconceito e opressão, que exterminara, entre outros, também muitos maçons, era atirado no lixo da História. Nas fileiras vitoriosas que ajudaram a derrotá-lo, estavam muitos maçons – ingleses, americanos, franceses, dinamarqueses, tchecos, poloneses, australianos, canadenses, neozelandeses e brasileiros. De monarcas, presidentes e comandantes aos mais humildes pracinhas.
Mas, entre os alemães, alguns velhos maçons também sobreviveram, seu sofrimento ajudando a redimir, de alguma forma, a memória da histeria coletiva nazista. Eles eram o penhor da consciência alemã, a demonstração de que a velha chama da civilização alemã continuara, embora com luz tênue, a brilhar durante a barbárie.
Em 14 de junho de 1954, a Grande Loja O Sol (Zur Sonne) foi reaberta, em Bayreuth, sob um ilustre irmão o Dr. Theo Vogel, núcleo da Grande Loja Unida da Alemanha (VGLvD, AF&AM - http://freimaurer.org/vgl/index.htm). Nesse momento, o miosótis foi aprovado como emblema oficial da primeira convenção anual, realizada por aqueles que conseguiram sobreviver aos anos amargos do obscurantismo. Nessa convenção, a flor foi adotada, oficialmente, como um emblema Maçônico, em honra àqueles valentes Irmãos que enfrentaram circunstâncias tão adversas.
Certamente, na platéia, estava o Venerável Mestre da Loja Leopold ZurTreue, agora nº 151, ostentando orgulhoso sua jóia recuperada e reconstituída, suas emendas de solda constituindo-se num testemunho mudo e comovente da história.
Finalmente, para coroar, quando Grão-Mestres de todo o mundo encontraram-se nos Estados Unidos, o Grão-Mestre da recém formada Grande Loja Unida da Alemanha7 presenteou a todos os representantes das Grandes Jurisdições ali presente com um pequeno miosótis para colocar na lapela.
O miosótis também é associado com as forças britânicas que serviram na Alemanha, em especial na região do Rio Reno, logo após a guerra. Há uma Loja, jurisdicionada à Grande Loja Unida da Inglaterra, a Forget-me-not Lodge nº 9035 (http://www.pglwilts.co.uk/page51.html), Ludgershall, Wiltshire, que adotou a flor como emblema. Foi formada especialmente para receber os militares ingleses que retornavam do serviço na Alemanha.
Foi assim que essa mimosa florzinha azul, tão despretensiosa, transformou-se num significativo emblema da Fraternidade – talvez hoje o mais usado pelos maçons alemães.
Ainda hoje, na maioria das Lojas germânicas, o alfinete de lapela com o
miosótis é dado aos novos Mestres, ocasião em que se explica o seu significado para que se perpetue uma história de honra e amor frente à adversidade, um exemplo para as futuras gerações Maçônicas de todas as nações.

1 Harry Mendoza, Serendipity, Lewis Masonic & Q.C.C. Sales London, 1995.
2 No Brasil, acostumados às sessões semanais, muitos de nós desconhecem um antigo costume das Lojas
Maçônicas dos países saxônicos, onde as reuniões são bem mais espaçadas. Desde os primórdios, os
Irmãos eram avisados do próximo encontro por uma convocação, ou Summons, em inglês, alguns até
muito elaborados. Entre nós, brasileiros, as Lojas tinham também seu mensageiro, muitas vezes um
garoto adotado pela Loja, que ia de porta em porta avisar os Maçons do dia e hora das sessões. Aqui no
Rio de Janeiro, em 1992, a Loja York reviveu essa prática. Da mesma forma, os Capítulos do Real Arco
americanos adotaram essa tradição em todo o Brasil, usando o Chamado ou Chamamento com muito
sucesso.
3 Os Past Masters ingleses têm o direito de usar na lapela, nas Sessões Maçônicas, uma jóia exclusiva de
sua honrosa posição.
4 KlemensWenzel Nepomuk Lothar, Príncipe de Metternich (1773-1859) foi a mais poderosa influência
conservadora na Europa, após a queda de Napoleão I, em 1815. Querendo fazer voltar para trás os
ponteiros do relógio, Metternich suprimiu com tal rigor os movimentos liberais e nacionalistas europeus
que acabou por precipitar as grandes revoltas de 1848.
5 Eugen Lennhoff, Die Freimaurer – The Freemasons, Lewis Masonic, edição em inglês, revisada, 1994.
6 O uso do miosótis como identificação secreta pelos Maçons alemães foi contestado no Square Magazine
de setembro de 1988 pelo irmão Cyril Batham, Past Master da Loja Quatuor Coronati nº 2076, mas, em
que pese toda a autoridade do irmão Batham, ele apenas negou a autenticidade da história, sem,
entretanto, apresentar os motivos da negativa. Além disso, há anos que a casa Ian Alan Regalia,
especializada em paramentos maçônicos, exibe o miosótis em gravatas, alfinetes de lapela e pendentes, em
prata, ouro e bijuteria. Por que o fariam, se o miosótis não fosse importante?
7 Na formação da Grande Loja unida da Alemanha aparecem 3 das Grandes Lojas existentes antes da II
Guerra Mundial: Grande Loja do Sol, em Bayreuth; Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja de Hesse,
em Frankfurt (antiga União Eclética); Grande Loja de Bremen; Grande Loja Unidade, em Baden-Baden;
Grande Loja Nacional de Niedercachse, em Hanover; Grande Loja Nacional de Nordrhein-Westfalen,
em Dusseldorf; Grande Loja Nacional de Schleswing-Holstein, em Luberck; e Grande Loja de
Wurttemberg-Baden, em Stuttgart. De acordo com o Listo f Lodges, em 2001 contava com 14.000 irmãos
distribuídos em 490 Lojas.


Felisberto S. Rodrigues
Publicado na revista maçônica “Engenho & Arte” n° 10 de outubro de 2002.

sábado, 14 de novembro de 2009

Capítulo Rosa Cruz Aurora II, do Vale de Campo Grande/MS iniciou nesta ultima sexta-feira, dois Irmãos no Grau 16

O Capítulo Rosa Cruz Aurora II, do Vale de Campo Grande/MS iniciou nesta ultima sexta-feira, 13 de novembro de 2009, os Irmãos Luiz Mauricio dos Reis e Rodrigo Dalla Pria Balejo no Grau 16.
A cerimônia de iniciação foi dirigida pelo Irmão Vidal Greffe, Presidente do Capítulo Rosa Cruz Aurora II.
A sessão contou com a presença do Poderoso Irmão Benilo Allegretti, Delegado Litúrgico da 27.1 Delegacia Litúrgica do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito.
O Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito foi fundado em 12 de novembro de 1832, tendo funcionado, até o ano de 1976, no prédio da Rua do Lavradio nº 97, na cidade do Rio de Janeiro, sede do Grande Oriente do Brasil. Atualmente, tem sede no Campo de São Cristóvão nº 114, na cidade do Rio de Janeiro, RJ - Brasil. É pessoa jurídica de direito privado, e uma instituição maçônica de caráter iniciático, filosófico, educativo e filantrópico, sem finalidade lucrativa, com jurisdição em todo território nacional, tendo foro na cidade do Rio de Janeiro. Sua fundação, em 12 de novembro de 1832, deu-se por intermédio de FRANCISCO GÊ ACAIABA DE MONTEZUMA, o Visconde de Jequitinhonha, autorizado que fora por uma Carta-Patente expedida em 1829 pelo então Supremo Conselho dos Países Baixos, atual Bélgica, quando Montezuma se encontrava exilado na Europa desde 1823, em face de seu descontentamento com a situação política à época reinante no governo do Império. Em seu retorno ao Brasil, em 1831, após abdicação de D. Pedro I, pôde Montezuma desenvolver todos os atos necessários para a instalação do nosso Supremo Conselho, o que veio a ocorrer no ano seguinte. Sua doutrina, que tem por base as Grandes Constituições Gerais de 1762 e 1786, com as resoluções aprovadas em congressos internacionais posteriormente realizados, é fundamentada na hierarquia de 33 (trinta e três) graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, sob o lema "DEUS MEUNQUE JUS", tendo por objetivo desenvolver entre os maçons, através da prática de um culto ecumênico, os seguintes princípios:
• A existência de um Princípio Criador, o Grande Arquiteto do Universo;
• A investigação constante da verdade;
• O culto da fraternidade;
• A obediência à lei e a prática da justiça;
• O combate à intolerância;
• O trabalho incessante em prol da Ordem, da Pátria e da Humanidade.
O Supremo Conselho do Brasil é administrado por um grupo de membros denominado Sacro Colégio, presidido e dirigido por um Soberano Grande Inspetor Geral do Rito, com o título de Soberano Grande Comendador, eleito pela maioria absoluta dos membros dessa Administração. Atualmente o Supremo Conselho do Brasil tem 48 Órgãos: 29 Delegacias Litúrgicas, 2 Representações e 17 Colégios dos Grandes Inspetores Gerais sediados nas regiões mais desenvolvidas de cada Estado. Há também 851 Corpos Filosóficos: 356 Lojas de Perfeição, 310 Capítulos Rosa-Cruz, 114 Conselhos Filosóficos de Kadosch e 71 Consistórios de Príncipes do Real Segredo, totalizando mais de 27000 Obreiros em harmônica união com um Grande Oriente Do Brasil, cujo universo de Obreiros é superior a 80% de maçons do Rito Escocês.
Por intermédio do trabalho digno e eficiente de seus Delegados Litúrgicos e Diretores dos Órgãos e Corpos de suas jurisdições, nosso Supremo Conselho do Brasil, difunde os objetivos salutares da doutrina e estudo do Rito Escocês, cultivando a fraternidade, o labor incessante em prol da Ordem Maçônica e a permanente pregação da esperança e da solidariedade entre os povos de todas as partes do Mundo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sessão Magna de Exaltação da ARBLS Ordem Trabalho e Progresso, nº 1806, do GOB-MS, no Or.'. de Naviraí/MS

No templo da ARBLS Ordem Trabalho e Progresso, nº 1806, do GOB-MS, no Or.'. de Naviraí/MS, na última terça-feira, dia 10 de novembro de 2009, foi realizada Sessão Magna de Exaltação dos IIr.'. Eduardo Mendes Pinto, Jonas Bortolini, José Divino Vilarinho, José Mazeto Neto e Mauro Gutierres. Na oportunidade estiveram presentes o Eminente Irmão Gessírio Domingos Mendes, Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul, o Sereníssimo Irmão Jordão Abreu da Silva Júnior, Grão Mestre da Grande Loja de Mato Grosso do Sul, o Soberano Irmão Benjamin Barbosa, Grão Mestre do Grande Oriente de Mato Grosso do Sul - GOMS, que pela primeira vez estiveram juntos em uma Sessão no Or.'. de Naviraí.
Os Grãos Mestres vieram acompanhados por seus Grandes Secretários e Delegados, no GOB-MS estiveram presentes o Poderoso Irmão Luiz Adive Palmeira, Secretário de Planejamento, Irmão Francisco Dias, Secretário de Administração.
O Soberano Irmão Benjamin, enalteceu o encontro por ser uma oportunidade de congraçamento das três potencias do MS estarem juntos, o Sereníssimo Irmão Jordão falou das responsabilidades dos novos Mestres e que devemos trabalhar nosso interior para vencer as dificuldades, o Eminente Irmão Gessírio Domingos Mendes, agradeceu a visita dos demais Grãos Mestres e disse que o MS será exemplo para o resto do País, por onde a convivência fraterna entre as potencias começou.
O VM da ARBLS Ordem Trabalho e Progresso, nº 1806 do GOB-MS, Irmão Rodrigo José Perusso enalteceu a presença dos Grãos Mestres e autoridades e também a dos demais IIr. '. de diversos Orientes que estiveram presentes abrilhantando a Sessão e convidou a todos para um ágape que foi servido no salão de eventos da Loja.































quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Primeira Loja Maçônica de Mato Grosso do Sul

AS LOJAS NA PROVINCIA
- A primeira Loja Maçônica Provincial, no território de Mato Grosso, informação não confirmada totalmente, recebeu o nome de Razão e numero 4 e foi instalada em Cuiabá com carta constitutiva em 23 de novembro de 1831. Foi fundada pelo Grande Oriente Brasileiro e incorporada ao Grande Oriente do Brasil em 04 de fevereiro de 1832.
- Nesta ocasião era governador da província de Mato Grosso o engenheiro José Saturnino da Costa Pereira.
- Rusga de Cuiabá (Vila Bela X Cuiabá), os maçons nessa ocasião saíram da província de Mato Grosso rumo a Goiânia, onde fundaram uma nova Loja chamada Asilo da Razão.
- A segunda Loja no Mato Grosso recebeu o numero 215, foi fundada em 04 de dezembro de 1871 com o nome de Estrela do Ocidente e foi regularizada em 21 de março de 1872.
- Foi Venerável Mestre desta essa Loja o Irmão João Batista de Oliveira – “Barão de Aguapei” para o qual o Poderoso Irmão General Hermes Ernesto da Fonseca passou o governo da província de Mato Grosso em 1878.
- A terceira Loja provincial, que é a primeira Loja do hoje Estado de Mato Grosso do Sul, recebeu o numero 283, fundada em 1872 e regularizada em 07 de abril de 1874 na antiga Vila de Corumbá.
- Para seu primeiro Venerável Mestre, provisório, foi escolhido o então Coronel do Exército, o Respeitável Irmão Manuel de Almeida da Gama Lobo E’eça, depois notabilizado como “Barão de Batovi”.
- Segundo a tradição, os fundadores se reuniam na casa do português Antonio Joaquim da Rocha, no prédio de sua propriedade sito nas proximidades da Igreja Nossa Senhora da Candelária, na rua que hoje tem o nome de um dos heróis da Retomada de Corumbá, Marechal Antonio Maria Coelho. O prédio onde os maçons se reuniam trazia as cicatrizes da guerra, pois foi nele que fora instalado o Quartel General da tropa paraguaia, sob o comando do Coronel Cabral, um dos grandes amigos do ditador Solano Lopes.
- Em 7 de abril de 1874 a Loja elegeu sua primeira diretoria, constituída dos seguintes:
Venerável Cel. Manoel d’Almeida da Gama Lobo d’Eça
Primeiro Vigilante Antonio Joaquim da Rocha
Segundo Vigilante Antonio Carvalho Vieira
Secretário Joaquim Timotheo Ribeiro
Orador Vital de Souza Bittencourt
Tesoureiro Miguel Paes de Barros
Mestre de Cerimônias Joaquim Correa de Azambuja.

O BARÃO DE BATOVI
- Nascido em 15 de Abril de 1828, em Desterro, hoje Florianópolis/SC.
- Sentou praça aos 17 anos voluntariamente no 2° Batalhão de Infantaria da Corte.
- Militar valente e bravo, participou de várias campanhas internas do tempo da regência, campanha do Uruguai e Guerra do Paraguai.
- Terminada a Guerra do Paraguai, em novembro de 1871, é mandado servir em Mato Grosso, como comandante do 2° Batalhão de Artilharia à Pé, cumulativamente exercia o comando da fronteira de Mato Grosso, período em que permaneceu em Corumbá.
- Segundo consta foi iniciado na maçonaria na Loja Cordialidade no Rio Grande do Sul
- Em 1875, seguiu para o Rio Grande do Sul, transmitindo seu cargo ao seu substituto legal, o Primeiro Vigilante Antonio Joaquim da Rocha.
- Em 17 de abril de 1881, pelos bons trabalhos ao longo da carreira militar recebe o título nobiliárquico de “BARÃO DE BATOVI”.
- Em janeiro de 1883 foi nomeado Presidente da Província de Mato Grosso, assumindo em 1 de maio daquele ano.
- Em 8 de setembro de 1884 foi substituído pelo então General Floriano Peixoto, ocasião em que retorna ao Rio Grande do Sul como inspetor dos corpos da Infantaria e Cavalaria.
- Em junho de 1891 já no regime republicano foi graduado no posto de Marechal de Campo, pouco tempo depois, pede passagem para a reserva e vai viver em sua fazenda no município de São Gabriel.
- Em 1893 estoura o movimento federalista, que se espalha por todo o sul do Brasil. Batovi é acusado de alta traição, pelo Cel. Moreira Cesar, por não tomar partido como Marechal que era.
- Preso foi conduzido a fortaleza de Anhato-Mirim, onde sem respeito ao seu passado foi maltratado.
- No dia 25 de abril de 1894 foi fuzilado sob a justificativa de alta traição, sem que fosse julgado por qualquer tribunal.
- Ao carregarem as armas, por ordem do Tenente-Coronel comandante da escolta, este maçom e militar, numa atitude serena, cheia de grandeza e coragem, voltou-se para os soldados e disse:
“Camaradas, atirem sobre o coração para não me fazerem sofrer muito.”
- Seu filho, Dr. Alfredo da Gama D’eça, que fora ao local para ver o que ocorria, quando abraçado ao velho pai, recebia uma nova descarga de fuzilaria, que o postava também, morto, ao lado do pai.
Títulos:
- Foi comendador da Imperial Ordem da Rosa e da Imperial Ordem de São Bento de Avis, além de oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro.
- Barão de Batovi com honras de Grandeza: título conferido por decreto imperial em 28 de agosto de 1889. Faz referência ao antigo povoado uruguaio de São Gabriel do Batovi, devido aos seus préstimos militares na região.

NOSSA 2° LOJA MAÇONICA
- A segunda Loja do Mato Grosso do Sul foi fundada em Ladário recebendo o nome de Pharol do Norte em 29 de maio de 1875, regularizada em 14 de setembro de 1876 e sancionada em 18 de setembro de 1877.
- As origens da Loja Maçônica Pharol do Norte deve-se a Loja Maçônica Cruz, fundada em 27 de agosto de 1871, na residência do Capitão de Fragata José Marque Guimarães, na ilha do Cerrito, hoje pertencente a Republica Argentina e que durante a Guerra do Paraguai foi arsenal da marinha brasileira.
- Apesar de na lista de fundadores observar-se que a profissão de muitos estrangeiros estar registrada como “Artista”. Possivelmente eram oficiais da Marinha Inglesa que por estarem a serviço da Marinha do Brasil, ocultavam sua profissão verdadeira.
- Em 9 de maio de 1877 o então General Hermes da Fonseca recebeu o diploma de membro honorário.

Palestra proferida pelo Eminente Irmão Gessírio Domingos Mendes, Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul, em sessão magna realizada na ARLS 26 de Abril nº 2218 do GOB-MS, em outubro de 2008, ocasião em que homenageou o Comando Militar do Oeste pela data do seu aniversário.
Na ocasião foi agraciado com a medalha de honra ao mérito o comandante do CMO, General Rui Alves Catão.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Lojas "LAUTARO"

"Francisco Miranda, revolucionário venezuelano, considerado o precursor da independência hispano-americana. Nascido em 1754, em Caracas, Miranda combateu em diversas frentes de guerra, no Marrocos, nas Antilhas e na Flórida. Entre 1785 e 1789, visitou quase todos os países da Europa, relacionando-se com as figuras mais ilustres da sociedade e da inteligência européia: era amigo da família real inglesa; freqüentava os gabinetes ministeriais da Inglaterra; freqüentava os clubes revolucionários de Paris, com a mesma desenvoltura com que visitava os salões de Catarina, a Grande, da Rússia, a qual assegurou-lhe proteção e honrarias; além disso, mantinha estreito relacionamento com George Washington, Benjamins Franklin e Thomas Payne. Graças a isso, procurou obter o auxílio da França, da Inglaterra e dos Estados Unidos, para a emancipação das colônias espanholas na América. Em 1790, conseguia fazer com que William Pitt, o Moço, chefe do Gabinete inglês, se interessasse por seus projetos. Transferiu-se, então, para a França, onde combateu ao lado dos girondinos, contribuindo para a conquista das primeiras vitórias obtidas pelas forças da revolução; caindo, todavia, em desgraça, retornou à Inglaterra, onde começou a sua obra emancipadora, fundando, em 1797. a entidade denominada "Gran Reunión Americana", com o apoio da Maçonaria inglesa.
A "Gran Reunión Americana" era uma entidade de feição maçônica, com finalidades totalmente políticas, destinada a promover a independência dos povos americanos, subjugados pelo colonialismo espanhol. Logo ela recebeu a adesão e o solene juramento de homens que viriam a ser ilustres maçons, como San Martin, O´Higgins, Bolívar, Alvear, Montufar, Nariño e outros, todos empenhados no propósito comum de banir, sem diferenças regionais, o domínio espanhol do solo americano. Dela fizeram parte, também, Hipólito da Costa, patriarca da imprensa brasileira e vulto da independência do Brasil, e Domingos José Martins, chefe da Revolução Republicana de 1817, em Pernambuco, Brasil. Da "Gran Reunión Americana", nasceu a Loja "Lautaro" da Argentina, circunscrita aos objetivos políticos traçados em Londres; ela seria a precursora de outras “Lautaro”, no Chile, que, com a da Argentina, se transformaria no quartel-general da independência, no Peru, no Equador, no México, na Venezuela, na Nicarágua e na Bolívia.
A para da atividade das Lojas "Lautaro", que era o nome de um guerreiro araucano, morto durante a conquista espanhola do sul do Chile, defendendo a terra de seus antepassados, a Gran Reunión Americana ampliava a sua esfera de ação, instalando sucursais na França e até na Espanha, onde, em Cádiz e Sevilha, tornou-se o foco da insurreição, aliando-se às Lojas da Maçonaria regular e à carbonária espanhola.
Quando, em 1812, com o apoio de Miranda e da Gran Reunión, San Martin fundou a primeira Loja Lautaro, em Buenos Aires, depois da libertação de seu país, foi para o Chile, onde fundou outra Lautaro e, com O´Higgins, libertou o país, indo, depois, à frente das forças chileno-argentinas, libertar o Peru, onde o proclamaram "Protetor".
Bartolomeu Mitre, em "Historia de San Martin y de la Emancipación Sud-Americana", diz que o objetivo declarado da Loja Lautaro era trabalhar sistematicamente pela independência da América e pela sua felicidade, lutando com honra e procedendo com justiça, devendo, os seus membros, ser americanos que se distinguissem pela liberalidade de suas idéias e pelo fervor de seu zelo patriótico. Ainda segundo Mitre, a constituição da Loja previa que, quando algum dos irmãos fosse eleito para o supremo governo do Estado, não poderia tomar resoluções importantes sem consultar a Loja; sujeitando-se a essa regra, o governo desempenhado por um irmão não poderia nomear, por si, enviados diplomáticos, generais em chefe, governadores de província, juizes superiores, altos funcionários eclesiásticos e chefes militares. Também era lei da Loja a obrigatoriedade do auxílio mutuo em todos os conflitos da vida civil, a sustentação, com risco da vida, das determinações da Loja, e a obrigação de dar-lhe conta de todos os acontecimentos que pudessem influir na opinião e na segurança pública. Evidentemente, a revelação do segredo da existência e das finalidades da Loja, por meio de palavras, ou de sinais, era punida com severas sanções, único meio de acobertar as suas atividades políticas pela independência dos olhos vigilantes da metrópole espanhola e de seus títeres em terras americanas.
Todas as "Lautaro", assim como a "Cavaleiros da Razão", sucursal da Gran Reunión Americana em Cádiz, resumiam a sua doutrina política e a sua maneira de ação em cinco etapas, ou "graus", assim discriminados:
1º - Ao ser iniciado, o candidato jurava, sobre o esquadro e o Compasso, que dedicaria todos os seus esforços à causa da independência americana, pondo, a serviço dela, a sua vida e os seus bens.
2º - O iniciado tinha que mostrar os seus serviços realizados como neófito e, reafirmando a sua fé nos destinos democráticos da América, devia jurara que só reconheceria, como governo legítimo, aquele que fosse eleito pela livre e espontânea vontade do Povo, obrigando-se, também, a trabalhar pela implantação da República, sob a inspiração da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, fontes da soberania popular e da solidariedade entre os povos da América, como ponto inicial para o aperfeiçoamento das relações fraternais entre todos os povos do mundo.
3º - O candidato,aspirante à plenitude dos direitos do Mestre, devia reconhecer que, a cada um desses direitos, correspondia um indeclinável dever e, também, que, para ele, a pátria americana sobrelevava o valor de sua própria vida. Assumia, ainda, o compromisso de propagar, entre o povo, a necessidade a uma insurreição geral, declarando-se disposto a todos os sacrifícios, pelo bem da Pátria e da Humanidade.
4º - O postulante, que, nas três etapas anteriores, tivesse dado provas de sua total dedicação à causa, subia, então, à verdadeira essência da atividade e do poder político da Ordem, onde ele teria, diante do magno ideal de independência, de converter os funcionários do governo à causa da revolução, subvertendo, ao mesmo tempo, a máquina administrativa colonialista, emperrando-lhe as engrenagens e dificultando-lhe a ação normal e regular. É calar que, a essa etapa, só chegavam os membros de maior valor, pois, na atividade inerente a ela, qualquer passo em falso colocaria em risco toda a rede conspiratória das Lojas.
5º - Sendo a etapa, ou grau administrativo e máximo da instituição, a ele só tinham acesso os grandes chefes militares e civis, a quem cabia a preparação, a escolha dos valores mentais para funções de governo e a seleção dos agentes diplomáticos, incumbidos da preparação psicológica e da captação das simpatias das nações estrangeiras, com o fim de conseguir, delas, o apoio moral e material ao movimento. Essa cúpula era constituída por Bolívar, San Martin, Miranda, Sucre, O´Higgins, Marti, Rivadavia, Belgrano, Irigoyen, Pueyredón, e o padre mexicano Miguel Hidalgo, mártir da independência do México.
A simples menção da estrutura doutrinária desses graus, mostra uma profunda e secreta atividade política, baseada numa rede conspiratória de caráter internacional, abrangendo a Inglaterra, a França, a Espanha, onde Cádiz era um celeiro de conspirações, através da secretíssima "Cavaleiros da Razão", a Rússia, de Catarina II, os Estados Unidos e os países latino-americanos. Essa luta só foi possível graças ao caráter internacional da Maçonaria, com os seus membros sendo recebidos como irmãos em todos os países, e graças ao segredo da Ordem maçônica."
José Castellani
No Brasil temos a Augusta e Respeitável Loja simbólica Lautaro nº 2642 do Grande Oriente do Brasil – São Paulo, fundada em 8 de agosto de 1991, funciona como ponto de convergência dos maçons americanos, que se dedicam à luta pela liberdade. Por conseguinte, promove a integração cultural e social entre as Lojas Maçônicas latino-americanas e as Potências Maçônicas regulares que atuam no Brasil.
Lojas Maçônicas dos diversos paises do continente americano, que foram fundadas em homenagem ao grande Libertador General José de San Martin, e trazem em seu bojo, a filosofia do homenageado, Educação, Justiça e Paz, e desenvolvem elas trabalhos maçônicos dentro desses princípios, propagando-os e aprimorando-os para benefício das comunidades americanas em geral, reúnem-se a cada 02 anos. Entre elas A :. R :. L :. S :. Libertador General San Martín nº 3296 do GOB-SP.
Em 2006 o evento foi realizado em Santiago do Chile, estiveram presentes 09 (nove) Lojas San Martinianas a saber: 03 de Argentina (Buenos Aires, Mendoza e Rosário); 02 do Brasil (São Paulo e Uruguaiana); 01 do Chile (Santiago; 01 do México (Cid. de Flores); 01 do Peru (Lima); 01 do Uruguai (Montevideo).

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Delegado Litúrgico do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito visita Capítulo Rosa Cruz e Conselho Kadosh nº 89

O Capítulo Rosa Cruz Aquarius, do Vale de Três Lagoas, trabalhando em Selviria/MS, iniciou neste ultimo sabado, 09 de outubro de 2009, mais seis Irmãos no Grau 16. No mesmo dia o Conselho Kadosh nº 89 elevou 1 Irmão ao Grau 30.
A cerimônia de iniciação do Grau 16 foi dirigida pelo Irmão Carlos Kiyoshi Goto, Presidente do Capítulo Rosa Cruz Aquarius. Foram iniciados no Grau 16 os Irmãos Dorcelino Ferreira, Fernando Bráz Tangerino Hernandes, José Manoel Tenórioi, Mario Donzethi Zani, Sergio Azevedo de Oliveira e Setastião Benedito Gonçalves. A cerimônia de iniciação do Grau 30 foi dirigida pelo Irmão Heron Juliu de Freitas e foi elevado ao Grau 30 o Irmão Carlos Kiyoshi Goto.
As sessões contaram com a presença do Poderoso Irmão Benilo Allegretti, Delegado Litúrgico da 27.1 Delegacia Litúrgica do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito e sua comitiva composta pelos Irmãos Vidal Greffe, Presidente do Capitulo Rosa Cruz Aurora II, Campo Grande/MS, Joaquim da Silva Santos, Presidente da Loja de Perfeição Pharol do Sul, Campo Grande/MS, Mario Pereira da Silva, Tesoureiro da Delegacia 27.1 e Luiz Adive Palmeira, Tesoureiro Adj. da Delegacia 27.1, João Batista Maciel Monteiro e Pedro Candido da Silva.

































































segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Paranaíba recebe 12º encontro do Planejamento Estratégico “A Maçonaria de queremos” do GOB-MS

Paranaíba, município brasileiro do estado de Mato Grosso do Sul, localiza-se estrategicamente numa região de integração das economias do Brasil (Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás) situação que começou a ser explorada mais intensivamente com a construção do gasoduto Brasil-Bolivia e o fortalecimento das relações comerciais dentro do MERCOSUL.
Paranaíba possui grande quantidade de fazendas de gado de corte e de leite, sendo o maior produtor de leite e de banana do Estado.
Possui quatro escolas de nível superior: FIPAR (Faculdade Integradas de Paranaíba), UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), UNOPAR (Universidade Virtual Norte Do Paraná)
Foi neste cenário que aconteceu neste ultimo sábado, dia 07 de novembro de 2009, mais uma etapa dos Encontros do Planejamento Estratégico “A Maçonaria de queremos”, evento que servirá para orientar a Secretaria de Planejamento no desenvolvimento de planos de médio e longo prazo. Servirá também para a identificação dos dados fundamentais do GOB-MS e suas Lojas (Missão, Visão, Valores, Objetivos, Estratégias e Metas, entre outros), que deverão ser tratados com a consolidação do processo de planejamento em um Plano Estratégico.
O 12º encontro realizado pela Secretaria de Planejamento do GOB-MS reuniu as Lojas de Cassilândia, Inocência, Três Lagoas e Paranaíba e foi patrocinado pela Loja Canaã n° 2270 do GOB-MS, cujo VM é o Irmão João Aparecido dos Santos.
Com a coordenação do Irmão Luiz Adive Palmeira, Secretário de Planejamento e sob a orientação do Irmão Herbert Assunção de Freitas, Conselheiro do Tribunal de Contas do GOB-MS, que atua com consultor do projeto, que conta ainda com a colaboração do Irmão Abel Proença Jr. Secretário Adjunto de Planejamento do GOB-MS, os participantes elencaram os pontos a serem tratados pelo planejamento estratégico 2009/2011.
Para o VM da Loja Recanto da Fraternidade nº 2192, do Oriente de Cassilândia, Irmão Oilson Divino Fernandes o encontro foi “inicio de um trabalho que com certeza produzirá resultados positivos”, já para o Irmão Donizeth Rosa Bernado VM da Loja Morada do Sol nº 1929 do Oriente de Inocência/MS, o encontro serviu para o “aprendizado e como fator de motivação”, disse ainda o Irmão Vilson Pires de Azambuja VM da Loja São João nº 2324 do Oriente de Três Lagoas que o aspecto positivo do encontro foi de que “são grandes as expectativas para o engrandecimento da Ordem”.
Relatou o Ilustre Irmão Vidal Greffe, Presidente do Tribunal de Contas do GOB-MS, que participou como convidado especial junto com os Irmãos João Batista Maciel Monteiro, Joaquim da Silva Santos, Pedro Candido da Silva e Benilo Allegretti (Delegado Litúrgico do REAA no MS), que o Encontro trará “Conhecimento da realidade efetiva da situação atual (consulta as bases de onde vem o poder realizador)”.




































































domingo, 8 de novembro de 2009

Consagrado o Capítulo do Arco Real Veritas nº 70 de Maçons do Arco Real do Supremo Grande Capítulo do GOB

Neste ultimo sábado, dia 31 de outubro de 2009 foi consagrado o Capítulo do Arco Real Veritas nº 70 de Maçons do Arco Real do Supremo Grande Capítulo do GOB, tendo mais de 60 Companheiros do Arco Real como Peticionários. A cerimônia ocorreu na cidade de Santos/SP.
Foi empossado como 1º Principal (Zorobabel) o Companheiro Cássio Borges, como 2º Principal (Ageu) o Companheiro Edurado Alvarez Ferreira e como 3º Principal (Josué) o Companheiro João Viana.
Estiveram presentes à sessão o E.Comp. Wagner Veneziani Costa, Gerson Magdaleno e Luiz Philipe Ferreira de Oliveira todos do Supremo Grande Capítulo do GOB.