quarta-feira, 14 de outubro de 2009

SURGIMENTO DA ORDEM MAÇÔNICA DO TEMPLO E CAVALEIROS TEMPLÁRIOS

Não é conhecida nenhuma evidência histórica que liguem os Cavaleiros Templários medievais e o Templarismo maçônico, nem as organizações Maçônicas de Cavaleiros Templários reivindicam qualquer ligação direta com a organização medieval original dos Templários.

A Ordem está aberta a Mestres Maçons que acreditem na Santíssima Trindade e que foram exaltados num Capítulo do Santo Arco Real.

O candidato deve ser regularmente proposto e apoiado em um Preceptório, e uma vez instalado (Iniciado), torna-se um Cavaleiro da Ordem do Templo.

História da Ordem dos Templários
A Ordem medieval original dos Cavaleiros Templários foi criada após a Primeira Cruzada, e existiu entre 1118 e 1312, para proteger os peregrinos que viajavam entre a Europa e a Terra Santa. Eles faziam voto de pobreza (que era raro para cavaleiros) e abasteciam-se de um cavalo, armadura e armas. Seu selo mostra dois cavaleiros em um cavalo para mostrar como eles eram pobres.

A Ordem se tornou uma instituição de caridade favorecendo toda a cristandade, e cresceu rapidamente em quantidade de membros e poder. Os Cavaleiros Templários, em seus característicos mantos brancos com uma cruz vermelha, estavam entre as mais qualificadas unidades de combate das Cruzadas. Devido à sua defesa desinteressada da Terra Santa e os seus votos monásticos, acumularam uma grande fortuna através de doações de seus benfeitores agradecidos. Uma vez que os cavaleiros tinham feito voto de pobreza, eles re-investiam o dinheiro e os membros não combatentes da Ordem conseguiram uma grande infra-estrutura econômica junto à cristandade, inovando com técnicas financeiras que eram uma forma inicial da atividade bancária, e construção de fortificações em toda a Europa e muitas na Terra Santa. Eles logo formaram um exército e uma frota de navios, bem como acumularam dinheiro em excesso.

A existência dos Templários era estreitamente ligada as Cruzadas, quando a Terra Santa foi perdida, o apoio da Ordem foi reduzida. Rumores sobre a cerimônia secreta de iniciação dos Templários criou desconfiança e o Rei Filipe IV de França, profundamente em dívida para com a Ordem, se aproveitou da situação. Em 1307, muitos dos membros da Ordem na França foram presos torturados para darem falsas confissões, e, em seguida, queimados na fogueira. Sob pressão do Rei Filipe o Papa Clemente V dissolveu a Ordem em 1312. O súbito desaparecimento de uma parte importante da infra-estrutura européia deu origem a especulações e lendas, que têm mantido o nome "Templário" vivo nos dias de hoje.

Em 2002, um documento conhecido como o "Pergaminho de Chinon" foi encontrado nos arquivos secretos do Vaticano. É um registro de 700 anos do julgamento dos Templários e mostra que o Papa Clemente V absolveu os Templários de todas as heresias em 1308 antes de formalmente dissolver a Ordem em 1312. Hoje a posição da Igreja Católica Romana é que a perseguição medieval dos Cavaleiros Templários foi injusta, que não havia nada de intrinsecamente errado com a Ordem ou a sua regra, e que o Papa Clemente foi pressionado em suas ações pela magnitude do escândalo público e dominando a influência do rei Filipe IV.

História Maçônica da Ordem do Templo
Os primeiros maçons especulativos foram, provavelmente, todos cristãos e isso era uma coisa natural. Embora as "Constituições" de 1723 e 1738 abrirem a porta da Maçonaria inglesa para "todos os homens bons e verdadeiros" que não são "ateus estúpidos", por volta de 1740, os Ritos Maçônicos Cristãos começaram a aparecer na França e, possivelmente, também na Inglaterra.

A maior parte desses ritos eram "cavalheirescos", e pelos vestígios de 1770, cerimônias dos Templários-Malta chegaram à Inglaterra. Estes foram originalmente trabalhados como um único grau, eventualmente em associação com outros com os quais estamos familiarizados hoje, e as cerimônias aconteciam em "Acampamentos" derivados de Capítulos do Arco Real no âmbito da Grande Loja dos 'Antigos'. Em 1791, provavelmente sete (há alguma dúvida sobre o número exato) destes Acampamentos se uniram para formar um Grande Conclave sob o governo de Thomas Dunckerley.

Após a união dos "Antigos" e os "Modernos" em 1813, o duque de Sussex se tornou o Grão Mestre, mas foi apenas após sua morte em 1843 que as Ordens floresceram com vigor renovado. Mais tarde os "Acampamentos" ficaram conhecidos como 'Preceptórios', e o 'Grande Conclave' mudou seu nome para "Grande Priorado", este último é, após a Grande Loja, a mais antiga autoridade maçônica estabelecida na Inglaterra. Ele preside mais de 600 Preceptórios na Inglaterra e no exterior, cada um dos quais (com exceção de 'Baldwyn' em Bristol e "Antiquity" em Bath) funciona com “ritual oficial”, e estão agrupados em 39 Priorados Provinciais.

Ordem de S. João de Jerusalém, Palestina, Rodes e Malta

Uma vez que se é um membro da Ordem dos Cavaleiros Templários o Cavaleiro é elegível para participar da Ordem de S. João de Jerusalém, Palestina, Rodes e Malta, e assim se tornar um membro das Ordens Unidas. Antes de receber "o grau de Malta”, uma curta introdução ao grau de Cavaleiro de São Paulo é conferida, baseado na história de São Paulo e sua viagem à ilha de Malta. Os candidatos para os Cavaleiros de Malta recebem, então, "o passe do Mediterrâneo", para que os peregrinos possam distinguir um do outro aqueles que tentaram barrar a passagem para a Terra Santa. A cerimônia principal de Malta ocorre em uma Casa do Capítulo da Ordem, e durante a cerimônia, a história da Ordem é explicada, incluindo a fusão com a Ordem dos Templários e sua chegada a Malta em 1530.

A Ordem dos Cavaleiros de São João foi originalmente fundada em Jerusalém durante a primeira Cruzada pela associação de muitos cavaleiros piedosos com os Irmãos do Hospital de S. João, um estabelecimento previamente fundado ,em 1048, para o alívio de peregrinos visitavam a Terra Santa. Mais tarde fundou o que talvez seja sua memória mais conhecida, o Hospital de São João de Valeta, em Malta, que ainda é capaz de ser visitado e visto hoje. Cada Preceptório tem um Priorado de Malta anexado a ele, mas nem todos os Priorados realizam a cerimônia de Malta completa.

Fonte: Priorado Provincial de Sussex
Kt Luiz Adive Palmeira, Membro do RIO DE JANEIRO PRECEPTORY Nº 532 (under the autority of de Great Priory of England)

No Brasil temos Preceptórios no Rio de Janeiro, RIO DE JANEIRO PRECEPTORY Nº 532, SÃO SEBASTIÃO PRECEPTORY Nº 636, São Paulo, CRUX MERIDIONALIS Nº 412, CAMPOS SALLES PRECEPTORY Nº 639, Vitória-ES, ESPIRITO SANTO PRECEPTORY Nº 635 e Florianópolis-SC, SANTA CATARINA PRECEPTORY Nº 634, ligados à Inglaterra.
Todos esses Preceptórios fazem parte do Priorado Provincial da América do Sul, cujo Prior Provincial é R.E.Kt. John Collakis.








No âmbito do Grande Oriente do Brasil funciona o GRANDE PRIORADO DO BRASIL – GOB cujo titulo completo é Unificadas Ordens Religiosas, Militares e Maçônicas do Templo e de São João de Jerusalém, Palestina, Rhodes e Malta do Brasil.
Hoje o Grão Mestre dos Templários é o Irmão Manoel de Oliveira Leite, e o Senescal o Irmão Mario Sergio Nunes da Costa. São Past Grãos Mestres Francis McCormick, Marcos José da Silva e Santiago Ansaldo de Aróstegui de Lerin y de Contreras. O Grande Priorado do Brasil parcipou em setembro de 2009 da Conferência Trienal dos Cavaleiros Templários que foi realizada em Winchester, antiga capital da Inglaterra. A Ordem tem tido franco progresso com a consagração de inúmeros Preceptórios pelo Brasil.






terça-feira, 13 de outubro de 2009

Cavaleiros Templários e 13 de outubro de 1307.

"Uma coisa amarga, uma coisa lamentável, uma coisa horrível de pensar e terrível para ouvir, um crime abominável, um ato execrável mal, uma obra abominável, uma desgraça detestável, uma coisa totalmente desumana, externa a toda a humanidade, tem, graças aos relatos de várias pessoas dignas de fé, chegado a nossos ouvidos, não sem impressionar nos com grande espanto e fazendo-nos tremer de terror violento, e, como nós consideramos a sua gravidade uma dor imensa se levanta em nós, ainda mais cruel porque não há dúvida de que a enormidade do crime transborda, a ponto de ser uma ofensa à majestade divina, uma vergonha para a humanidade, um exemplo pernicioso do mal e um escândalo universal."


Assim começa a ordens secretas do rei Filipe, o Belo aos seus senescais para a prisão dos Templários dentro de seu território em 13 de outubro de 1307.

A prisão dos templários pelo rei Filipe neste dia 702 anos atrás era o começo do fim para os monges guerreiros que tinham atingido o auge do poder da cristandade. Os cavaleiros templários, sargentos, os administradores e sacerdotes foram presos simultaneamente em todo o país, embora muitos escaparam com a frota dos Templários e do tesouro do Templo, tendo desaparecidos, na noite anterior, sem deixar vestígios para a história, ou simplesmente ocultaram-se no meio da população. Depois de um pouco de tortura da Inquisição, a confissão veio rapidamente, confirmando os atos mais sórdidos de heresia, profanação da cruz, certos atos sexuais e adoração de um chefe misterioso conhecido como "Baphomet. Os templários foram queimados.
Vários dos historiadores maçônicos e Templários estabeleceram a teoria de que a superstição da sexta-feira 13 e a associação como sendo um dia de azar pode traçar suas origens até as prisões dos templários:

"E assim foi na madrugada do dia seguinte, sexta-feira o décimo terceiro em outubro de 1307, que quase todos os cavaleiros templários, padres, sargentos, e criados na França, foram presos e postos em cadeias. A Ordem de prender o Templo de Paris foi liderada pelo chanceler do rei, em pessoa, provavelmente para garantir sucesso. A data foi para sempre considerada como um tempo sinistro, mas, embora para o resto do mundo poderia ter se tornado uma superstição divertida, para os Templários, que sexta-feira o décimo terceiro dia foi o mais azarado desse ou de qualquer outro ano. A tortura começou no mesmo dia. "
Dungeon, Fire and Sword:
The Knights Templar in the Crusade
John J. Robinson

"Quando [Jacques] de Molay foi preso naquela noite, não havia como ele saber que pouco antes do amanhecer do dia seguinte iria ocorrer um evento de dimensões tão impactantes que a data, sexta-feira 13, que viveria durante séculos na mentes de milhões como o dia mais azarado do ano. "
Born in Blood:
The Lost Secrets of Freemasonry
John J. Robinson

"devemos lembrar que o Templo era, com a única exceção feita ao papado, a instituição mais importante, mais poderosa, mais prestigiada, e aparentemente, a mais inabalável de sua época. Na ocasião do ataque de Philippe,ela já tinha perto de dois séculos de existência e era tida como um dos principais pilares da cristandade ocidental. Para a grande maioria de seus contemporâneos, ela parecia tão imutável, tão duradour e tão permanente como a própria Igreja. Parecia que um edifício assim jamais poderia ser tão sumariamente demolido, estando tão fortemente fundamentado nas crenças e nos alicerces da época. Por isso, por exemplo, Dante, em sua "A Divina Comédia", expressa o seu choque e sua simpatia pelos perseguidos 'Mantos Brancos ". Na verdade, acredita-se que a superstição que acompanha as sextas-feiras 13, dando-lhes o estigma de ser um dia de azar, tenha se originado do dia 13 de outubro de 1307, dia em que Philippe deflagrou seus primeiros ataques"
The Temple and the Lodge he Temple and the Lodge
Michael Baigent and Richard
(Publicado no Brasil pela Editora Madras – O Templo e a Loja, o surgimento da maçonaria e a herança templária)

"Eventualmente, após os Templários terem sido expulsos da Terra Santa, eles montaram a sua sede em França. Mas por volta de 1306, Philip IV de França (Filipe, o Belo) com medo de seu crescimento, tentou destruí-los, esperando também confiscar os seus tesouros . Na sexta-feira 13 de outubro de 1307, Philip tinha todos os Templários em França presos. Este é dito ser a origem da superstição de que a má sorte cai em todas as sextas-feiras 13 ".
New World Order:
The Ancient Plan of Secret Societies
William T. Still

Agora, as pessoas com stress, pela data, não precisam ter um medo irracional da data. Podem ter um medo racional mesmo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Augusta Loja de Perfeição Acácia do Sul, do Vale de Mundo Novo/MS

A Augusta Loja de Perfeição Acácia do Sul, do Vale de Mundo Novo, iniciou nesta ultima sexta-feira, 09 de outubro, mais 7 Irmãos no Grau 4 do Rito Escocês Antigo e Aceito e elevou 6 Irmãos ao Grau 9.
As cerimônias foram dirigidas pelo Irmão Angelo Rosseto, Presidente da Loja de Perfeição. Foram iniciados no Grau 4 os Irmãos Ricardo Eloi Schunemann, Álvaro Stradiotti, José Roseno dos Santos, Zilmar Cavalcante de Araújo, Valentim da Silva, Erlon Fernando Possa Daneluz e Odair Tombosi Leite. Foram elevados ao Grau 9 os Irmãos Rodrigo José Peruzzo, José Augusto Consalter Merissi, Paulo Cesar Monteiro Ayres, Celso Maciel da Veiga, Flademir Carnizella da Rosa e José Vicente dos Santos, dos Vales de Mundo Novo, Itaquirai, Navirai e Sete Quedas.
As sessões contaram com a presença do Poderoso Irmão Benilo Allegretti, Delegado Litúrgico da 27.1 Delegacia Litúrgica do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito e sua comitiva composta pelos Irmãos Vidal Greffe, Presidente do Capitulo Rosa Cruz Aurora II, Campo Grande/MS, Joaquim da Silva Santos, Presidente da Loja de Perfeição Pharol do Sul, Campo Grande/MS, Mario Pereira da Silva, Tesoureiro da Delegacia 27.1 e Luiz Adive Palmeira, Tesoureiro Adj. da Delegacia 27.1.
Para o Irmão Angelo Rosseto, a Iniciação desses novos Mestres Secretos vai dar um novo animo à Loja de Perfeição, que este ano completa 17 anos de existência.
O Poderoso Irmão Benilo Allegretti, deu as boas vindas aos Irmãos aos Graus do Supremo Conselho do Brasil, dizendo que o Rito Escocês é um sistema e deve ser praticado em todos seus Graus. Condecorou a Loja Estrela da Fronteira nº 2024 com a Medalha Vermeil do Supremo Conselho do Brasil pelos 25 anos, comemorados em 2003.
Trouxe ao Irmão Angelo Rosseto, a medalha de Grande Reconhecimento Maçônico outorgada pelo Supremo Conselho do Brasil, pelos relevantes serviços prestados a Loja de Perfeição Acácia do Sul por mais de 15 anos.
Ao final dos trabalhos foi oferecido aos Irmãos um delicioso jantar no salão social da Loja.
































domingo, 11 de outubro de 2009

É POSSÍVEL RESPONDER CONCLUSIVAMENTE SOBRE QUAL SÃO JOÃO É O PADROEIRO DA MAÇONARIA?

Pode parecer estranho que o título deste artigo seja finalizado com uma interrogação, sobretudo quando o mesmo refere-se a uma questão tão substantiva quanto é a desse enunciado. Seria lógico pensar que a seleção de um padroeiro/patrono por uma comunidade ou instituição refletiria um consenso claro e partilhado entre os integrantes da mesma, que, portanto, o significado e o conteúdo dessa escolha não deixaria espaço para dúvidas, afinal, essa seria uma opção que espelharia um critério identitário, uma convicção, um modelo aglutinador. No entanto, na Maçonaria, não é isso o que ocorre, apesar de haver aqueles, talvez muitos, que tenham essa questão como definitivamente resolvida.Todavia, os fatos nos mostram ser essa uma decisão um tanto apressada.
Para escrever este breve artigo consultei mais de vinte textos (as referências bibliográficas podem chegar a centenas), escritos por distintos autores, e, a exemplo de outros símbolos da cultura maçônica, as interpretações do significado simbólico desse elemento ritualístico são variadas e até discordantes.
Essa polêmica teve sua origem no panteão de santos portadores dessa nomenclatura, ou seja, conforme a listagem adotada existe, na hagiografia, mais de trinta personagens intitulados São João, seguidos de algum adjetivo; São João Batista, São João Evangelista, São João Esmoler, São João de Jerusalém, São João de Acre, São João da Escócia, São João Nepomuceno, etc. Cada um desses santos possui seus atributos virtuosos, espirituais, caritativos, etc, que se encaixariam perfeitamente nas postulações comportamentais e existenciais recomendadas pela Maçonaria. Por outro lado, um número menor de autores maçons, mais alinhados com o Rito Moderno, advoga que, sendo a Maçonaria uma instituição não religiosa, eclética, não seria correto determinar um santo católico como padroeiro/patrono da instituição, pois haveria aí um “dirigismo” que poderia incomodar os devotos de outros sistemas religiosos não-católicos.
No dia 25 de junho de 2008, portanto um ano atrás, o Boletim do GOB/MS publicou um artigo intitulado “Por que São João, nosso padroeiro” de autoria de José Castellani. Esse artigo foi selecionado na literatura maçônica pelo Ir:. Vilmar Benites e expôs os argumentos utilizados pelo consagrado autor maçônico para sustentar o ponto de vista de que o São João, padroeiro da maçonaria, subentende uma duplicidade, isto é, na verdade essa expressão refere-se ao São João Batista e ao São João Evangelista. Porém, esse ponto de vista não é consensual entre os autores maçons.
Neste artigo não pretendemos assumir uma posição, e sim, apenas, problematizar a questão, já que sendo este veículo o boletim oficial do GOB/MS, devemos respeitar a pluralidade de opiniões. Para não abrir brechas para o totalitarismo, optamos, somente, por expor os fundamentos das principais vertentes interpretativas, sugerindo assim que cada leitor aprofunde suas leituras e construa sua própria versão.
Retomando os textos consultados, verificamos que a tendência majoritária dirige-se para o modelo interpretativo que vê São João Batista como o padroeiro da Maçonaria. Esse olhar elenca como argumentos principais algumas evidências, tais como: a fundação da Grande Loja de Londres, deu-se no dia 24 de junho de 1717, dia em que se comemora o nascimento de São João Batista (descendente direto do irmão de Moisés, Aarão) e também o solstício de verão no hemisfério norte, portanto um culto ao dia mais ensolarado do ano, à luz solar - o Templo Maçônico é uma reprodução arquitetônica da mecânica celeste; 24 de junho é a data oficial e convencional para a posse de Veneráveis Mestres das Lojas e dos Grão-Mestres das Potências ; em sua pregação eremita, no deserto (simbolicamente, a falta de sentido, o vazio da vida no mundo profano [simplicidadeXconsumismo] que leva à solidão), São João Batista adotava procedimentos ritualísticos iniciáticos, pregava o Amor Fraternal, foi São João Batista que batizou/iniciou Jesus, seu primo, nascido seis meses após o seu misterioso nascimento (a vinda de São João Batista ao mundo, também foi anunciada por um anjo, para pais muito idosos que não acreditavam mais ser isso possível) no solstício de inverno, Aquele que veio para trazer a Luz no dia mais escuro do ano, realizando, assim, o ciclo do nascimento, da morte, da ressurreição – Jesus viveu mais três anos após o batismo; São João Batista, foi o último sacerdote (mestre) do Antigo Testamento, mas também foi o elo de ligação do Antigo com o Novo; São João Batista era um contestador implacável dos desvios da pureza dos ensinamentos do Antigo Testamento, do que seria o justo, atacando, sobretudo, a classe sacerdotal judaica corrompida pela promiscuidade palaciana de Herodes – São João foi, por isso, decapitado, mas não abriu mão de seus princípios, o sinal de ordem do aprendiz pode ser interpretado como um simbolismo desse gesto; no processo movido contra os Templários, o culto secreto à uma cabeça foi uma das acusações da Inquisição Papal contra eles; enfim, as interpretações simbólicas da vida de São João Batista e suas aplicações na cultura da Maçonaria são ilimitadas, daí a sua força e conquista de inúmeros adeptos.
Provavelmente a segunda vertente predominante é aquela que advoga que o São João padroeiro da Maçonaria é o São João Evangelista. Nascido em 27 de dezembro, nos remete novamente ao solstício do inverno. Este Santo, irmão de Tiago, primo e apóstolo preferido de Jesus. Quarto e o mais místico dos evangelistas, autor do Livro do Apocalipse, único apóstolo presente ao pé da Cruz, recebeu a incumbência de Jesus de cuidar de sua Mãe, Maria. Testemunhou a Ressurreição foi o último dos doze apóstolos a partir para o Oriente Eterno, fez de sua vida evangelizadora a materialização do Amor Fraternal, idéia que ele cunhou na sua fala “Sermos irmãos, colocando-nos a serviço uns dos outros”. O caráter esotérico de seu Evangelho, ao mesmo tempo, considerado o mais fiel aos fatos, permite múltiplas interpretações, vinculando-as ao simbolismo empregado na Maçonaria.
A terceira tendência interpretativa, não é tão abrangente quanto as anteriores, porém foi popularizada, entre nós, maçons brasileiros, por um autor maçom consagrado no universo literário maçônico nacional, José Castellani. Esse escritor defende um ponto de vista que engloba as duas opções anteriores, ou seja, para ele o fato de nos rituais o termo São João aparecer sem nenhum designativo o acompanhando, permite pensar que isso foi deliberado, isto é, uma insinuação de que esse simbolismo nos remeteria ao dualismo do piso mosaico, do tipo, verão/inverno, calor/frio, luz/escuridão, água/fogo (água-batismo/fogo-apocalipse), etc. Assim, os dois joãos seriam os padroeiros, tese, segundo ele, reforçada pelo fato de que no hemisfério sul as datas e os significados dos solstícios se inverteriam. Pode-se acrescentar a essas justificativas também o simbolismo do deus romano, Jano, o deus com duas faces olhando em direção opostas. Talvez esse simbolismo possa ter alguma relação com imagens encontradas em construções Templárias que representam cabeças humanas bicéfalas, ou até mesmo os dois cavaleiros templários montados no mesmo cavalo.
Após as opções acima enumeradas, o santo, São João Esmoler ou São João de Jerusalém é aquele que reúne mais adeptos como padroeiro da Maçonaria. Este santo, João, nascido em Chipre, no século VI da era cristã, portanto séculos antes da formação da Ordem Templária e das Cruzadas, abandonou a vida faustosa em que nasceu para se dedicar integralmente ao auxílio dos pobres, recolhendo esmolas e as redistribuindo entre os mais necessitados. Dirigiu-se a Jerusalém para orar ao redor do Santo Sepulcro e outros locais de peregrinação cristã na Terra Santa, onde também aí auxiliava com esmolas e outros tipos de ajuda os peregrinos que necessitavam de conforto material e espiritual. Por essa atividade religiosa e caritativa em Jerusalém, em auxílio aos peregrinos necessitados, São João Esmoler era um santo muito adorado pelos cavaleiros Templários, com o qual se identificavam. Essa devoção dos Templários a São João de Jerusalém pode ter sido introduzida na Maçonaria medieval durante o convívio desses cavaleiros com os maçons operativos no âmbito dos canteiros de obras das construções das magníficas catedrais góticas da Idade Média européia.
Nesta breve revisão bibliográfica é bem conveniente citar a opinião de dois dos mais consagrados pesquisadores contemporâneos da História da Maçonaria, os ingleses Christopher Knight e Robert Lomas, autores de obras que já se tornaram clássicos da literatura maçônica, entre elas, A Chave de Hiram. No livro, O Segundo Messias, traduzido e lançado no Brasil pela Editora LandMark, São Paulo, 2002, na página 84, esses autores se referem à questão de São João como padroeiro da Maçonaria da seguinte forma:
“(...) É interessante notar que a Grande Loja da Inglaterra foi estabelecida no dia de São João, em 1813. Existem dois dias dedicados a São João por ano, ambos muito importantes para a Maçonaria, e mesmo que isto possa parecer uma observação cristã, é atualmente encarado como um retorno ao antigo (possivelmente egípcio) culto ao sol. Estes dias sagrados correspondem aos festivais de solstícios de verão e inverno de um culto solar que foi absorvido pelo calendário cristão. O fato de ambos serem significativos para a Maçonaria indica uma origem que há muito se perdeu na memória.”
Finalmente, cabe falarmos ainda que existe algumas visões no interior da Maçonaria que interpretam o simbolismo de São João, na ritualística, como sendo um produto do sincretismo religioso, um gesto de cautela necessária na época do surgimento da maçonaria especulativa, no século XVIII, como forma de evitar conflitos com a Igreja, evitando assim a acusação de que os maçons seriam adeptos de cultos solares.
Concluímos este artigo endossando o ponto de vista do Ir;. Charles Evaldo Boller, que, assim se expressou no site “Segredo Maçônico”, editado em setembro de 2008: “O véu que encobre a intenção da mensagem simbólica da Maçonaria só e revelado para aquele que tem olhos bem abertos, e, com denodo, perspicácia e isenção a estuda. A cada passo, um mesmo símbolo ou personagem se transforma em idéia totalmente diferente da primeira intuição. (...) Definir São João, na Maçonaria, é pura especulação” .
Campo Grande, 24 de junho de 2009.
Gilson Rodolfo Martins – A:.R:.L:.S:. “Generosidade Amor”, Oriente de Anastácio/GOB-MS.

sábado, 10 de outubro de 2009

I Congresso Maçônico Boliviano “MASONERIA, SOCIEDAD Y DEBERES HUMANOS”

O propósito do I Congresso Maçônico Boliviano “MASONERIA, SOCIEDAD Y DEBERES HUMANOS” (A MAÇONARIA, SOCIEDADE E DEVERES HUMANOS" é criar um espaço para troca de idéias, opiniões e experiências entre os Irmãos Maçons participantes, esperando uma ação pró-ativa, em beneficio da sociedade em que vivemos.
O objetivo da conferência é promover a discussão através de seminários, integrando assim os irmãos de diferentes Orientes para se alcançar um objetivo comum. É também um objetivo importante que o Congresso se consolide como um marco de referência para a integração nacional e latino-americanos.














sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A ASSUNÇÃO DA FÊNIX

Elas voam de Montevidéu (Uruguai), Porto Alegre e Lages (Brasil), e de Rancagua (Chile).
As Lojas Fênix/ Phoenix do Mercosul se reunirão na cidade mãe de 09 a 11 de outubro.
Uma união que é tradição...

A reunião entre as Lojas Fênix nº 69 (Grande Loja da Maçonaria do Uruguai), Phoenix Nº 70 (Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul), Phoenix Nº 46 (Grande Loja de Santa Catarina), Phoenix No. 127 (Grande Loja Simbólica do Paraguai) e da nova integrante, a Loja Phoenix No.167 (Grande Loja de Chile), é comemorada todos os anos e desta vez a nossa Loja abrigará estes verdadeiros representantes da maçonaria regular de grande parte da América do Sul.

Este evento sem precedentes a nível local irá reforçar ainda mais os laços fraternais entre os obreiros e suas esposas da Grande Família Fênix/Phoenix que não conhece fronteiras. Também servirá para solidificar a união entre as Grandes Lojas regulares que as abrigam, que fazem parte da Confederação Maçônica Interamericana (CMI).

Esta será a 19ª reunião entre as Lojas Fênix/Phoenix, que teve inicio em Montevidéu em 1990 entre os Irmãos uruguaios e gaúchos. Em 2007 se juntou nossa Loja Phoenix No. 127 na capital Uruguaia e no ano passado participou pela primeira vez a Loja Phoenix Nº 46 no evento em Porto Alegre. Este ano Asunción vai estrear como sede e terá novas integrantes no Grupo Fênix/Phoenix do Mercosul.

A idéia destes encontros anuais é fortalecer os laços entre as Fênix/Phoenix do bloco e também obter o apoio de outras Lojas regulares homônimas na América Latina.

REVISTA DE LA AUG.·. Y RESP.·. LOG.·. FENIX N° 127
AÑO 2 - N° 9 - SETIEMBRE 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

UM CONTO DO VELHO OESTE - SINCERITY LODGE #132

Maçons, seus familiares e amigos estão convidando todo o país e o redor do mundo a irem à Greenville, sábado 27 junho de 2009, para ajudar a comemorar o 150º aniversário da Sincerity Lodge #132 (Loja Sinceridade nº 132) de Maçons Livres e Aceitos.
A Loja não esteve sempre em Greenville, e a designação de seu nome é um daqueles contos que só pode vir do Velho Oeste, onde por alguma estranha razão, tudo na vida parece girar em torno de uísque e mulheres.
O testemunho da história seguinte é retirado de um diário de um mineiro de Rich Bar que esteve diretamente envolvido com a criação de Sincerity Lodge #132, e compilado por um maçom de Greenville Oarn "Pete" Hargraves.
Parece que duas das minas de Rich Bar não estavam produzindo muito ouro, assim os mineiros começaram a procurar outros meios de fazer dinheiro.

Um dos dois donos das minas, que era proprietário de uma taberna em Missouri, sugeriu que eles construíssem uma destilaria e começassem a fazer uísque. O outro sócio concordou, e assim se foram ao ferreiro do lugar discutir com ele este assunto.
Ele informou aos homens que a construção de um alambique não era problema, mas aonde eles deveriam obter os grãos e açúcar, necessários para o fazer bom uísque?
Um dos parceiros, disse que ele estava pensando sobre isso, e que ele iria até Marysville, comprar os ingredientes necessários, e carrega-los até Rich Bar de carroça.
Então eles foram em frente com o projeto e fizeram uísque. Durante o tempo que levou para a mistura fermentar e tornar-se pronta para destilar, eles se reuniram para extrair madeira e outros materiais necessários para construir uma espécie de balcão para servir seu uísque.
O projeto foi tão bem planejado que quando finalmente saiu um lote de uísque, eles estavam abertos para negócio.
Este empreendimento provou ser muito rentável. As coisas estavam indo bem para eles, pois eles tinham a cada dia mais clientes. Isto continuou por vários dias, e logo um monte de mineiros estavam gastando mais tempo nessa taverna do que trabalhando em seus negócios.
Isso irritou logo as boas senhoras do lugar, cujos maridos, filhos e irmãos eram alguns dos clientes da taverna, de modo que organizaram uma liga da temperança, e em poucos dias decidiram cuidar desse incômodo de uma vez por todas.
Elas reuniram machados, martelos e tochas, e marcharam do outro lado do rio para este antro de iniquidade, e começaram a destruir todo o conteúdo do edifício. Eles atearam fogo na estrutura que queimou e veio ao chão.
Dois homens que as viram chegar percebendo o que estava para acontecer juntaram, como podiam, muitos jarros de uísque e saíram correndo para a parte de trás da taverna e os esconderem nas pedras e arbustos, na esperança de uso futuro.
Bem, tudo voltou ao normal: os mineiros voltaram a trabalhar em suas minas, e serem bons maridos, filhos e irmãos.
Apesar de tudo isso foi acontecendo reuniões de alguns dos maçons do lugar que estavam com esperança de formar uma nova Loja.
Havia um bom número de mineiros interessados neste projeto, então eles adquiriram um edifício no lugar uma vez que eles precisavam de um lugar de encontro, quando eles fossem bem sucedidos na formação de uma Loja.
Bem, as boas senhoras do lugar foram notando os encontros dos homens, neste edifício, muitas vezes, e assumiram que eles estariam construindo outra taverna, então elas reagruparam-se e marcharam até lá uma noite.
Confrontando os homens que estavam presentes na reunião, as mulheres informaram que elas achavam que eles estavam preparando-se para abrir outra taverna, e elas estavam preparadas para queimá-la como fizeram com a outra.
Mas os homens explicaram que estavam tentando formar uma loja maçônica, e que nenhum álcool jamais seria servido na mesma. Embora não fosse uma igreja, a maçonaria, teve suas raízes na religião, e que seria uma coisa boa para o lugar.
Esta explicação pareceu satisfazer as senhoras, por um tempo, e serviu pelo menos, para os homens seguirem em frente com sua reunião.
Um homem pelo nome de Simms, que tinha sido nomeado como Veneravel Temporario, informou aos homens que a primeira coisa a fazer era chegar a algo concreto para ficarem livres das senhoras. Se esse tipo de comentário sobre a conduta local chegasse ao Grão-Mestre em Sacramento, então suas chances de formar uma nova Loja seriam nulas.
Assim, um dos homens sugeriu que eles colocaram essa linguagem no regimento interno que estavam em processo de elaboração que serviria para convencer as senhoras de sua sinceridade na formação da Loja, e também a Grande Loja.
Depois de um pouco de discussão são estes os estatutos que foram criados:
"Esta Loja será conhecida pelo nome de Loja Sinceridade de Maçons Livres e Aceitos, e seus quadro de oficiais é composto por um Venerável Mestre, um Primeiro e Segundo Vigilantes, um tesoureiro, um secretário, um Primeiro e Segundo Diáconos, dois mordomos, um Marshall, um cobridor , e demais oficiais que Loja achar ser conveniente designar. As reuniões da Loja serão realizadas na quarta-feira, ou na semana seguinte, da lua cheia de cada mês.A contribuição desta Loja é um dólar por mês, a ser paga trimestralmente com antecedência."
"Além das obrigações acima se aplica o seguinte, a qualquer membro deste Loja ou qualquer Mestre Maçom da competência deste Loja, que for considerado culpado de jogatina, embriaguez, ou qualquer outra conduta anti-maçonica em detrimento de si próprio ou da família, elevando assim o desrespeito acima da fraternidade, devem ser objeto de censura pelo Venerável Mestre, suspensão ou expulsão, se a Loja achar por bem."
Estando satisfeitas as damas boas do local, que não causaram mais problemas, em 13 maio de 1859, a Carta foi concedida pela Grande Loja e dada o número de 132. Na primeira reunião o secretário leu cinco novas petições e uma filiação.
Isto feito, os irmãos se sentirma orgulhosos de suas realizações, o Venerável Mestre disse que sentiu que deveria ter algum tipo de comemoração.
Todos os Irmãos concordaram, e um Irmão que tinha sido um parceiro no fiasco da taberna disse o seguinte para o Veneravel Mestre:

"Escolha a hora e local para a celebração", disse ele. "Eu tenho o uísque."

Posteriormente, após todo o fim do ouro em Rich Bar, a Loja mudou-se para "Taylorville", 10 de maio de 1865. Mais tarde, em 16 de outubro de 1896, a Greenville Lodge # 249, que foi constituído em outubro de 1878, foi incorporada com a Loja Sinceridade.
A Loja mais tarde mudou-se para Greenville, comprando por US$ 3.300, em 1913, o Armazém McBeth e Compton, que foi erguido em 1878 na esquina das ruas Principal e Mill.
Em 1 de maio de 2001, a Westwood Lodge #501, que foi fundada em 1919, foi incorporada com a Loja Sinceridade. Maçons de ambos municípios Plumas e Lassen reúnem-se em Greenville, para reuniões, festas e outros eventos.
A Westwood Lodge foi construída pelo grupo Red River Lumber Company, sob a direção do carpinteiro George Peltier, que também era membro da loja. Sua empresa pagou por tudo, incluindo a manutenção, e o prédio era aquecido com vapor da usina. O edifício era usado para reuniões da cidade e até mesmo por uma escola. Quando as lojas foram fundidas oito anos atrás, havia 45 homens que transferiram suas filiações para a Loja Sinceridade, incluindo o Venerável Mestre da Sinceridade Bernard "Ben" Jennelle.

Para reservas, ligue para Ben Jennelle em 258-2766, por volta das 17 horas, 17 de junho.

Alicia Knadler
Indian Valley Editor

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Templo da ARLS VIRTUS ET LABOR N° 2386 do GOB-MS, recebe teto de gesso

Esta em fase de conclusão o teto do Templo da ARLS VIRTUS ET LABOR N° 2386 do GOB-MS, do Oriente de Campo Grande/MS. O trabalho executado tem como modelo as Lojas Inglesas, uma vez que a Loja trabalha o Ritual de Emulação.
O pé direito ficou com 4 metros e a sanca com 1,2 metros, dando uma bonita visão do interior da Loja, as paredes também receberão ornamentação especial. Segundo o Irmão João Batista o gesso contribui eficazmente para a resistência ao fogo e para o isolamento termo-acústico, ao mesmo tempo em que possibilita um acabamento interior confortável e elegante, relatou ainda que toda a Loja esta empenhada nesse empreendimento.
Estiveram visitando as obras o VM Ilustre Irmão João Batista Sales, juntamente com os Irmãos Benilo Allegretti, José Carlos Leite, Ângelo José Pescumo Donato, André Antonio Camargo Lorezoni e Luiz Adive Palmeira, Secretário de Planejamento do GOB-MS

terça-feira, 6 de outubro de 2009

ARLS Oito de Maio nº 2083 do GOB-MS promove evento comemorativo ao Dia das Crianças

A ARLS Oito de Maio nº 2083 do GOB-MS, do Oriente de Campo Grande/MS, por intermédio de sua Associação Fraternidade, Igualdade e Liberdade (AFIL) realizou, no último domingo dia 4, o seu tradicional evento comemorativo ao Dia das Crianças. Como é feito anualmente, com a participação dos Irmãos da Loja e de seus familiares, foi oferecido um almoço às crianças do bairro Morada Verde, na periferia da cidade, além da distribuição de brinquedos e kits de higiene bucal. No evento foram contempladas cerca de 90 crianças. Para o Ilustre Irmão Omar Ayub, Venerável Mestre, “O principal e imediato objetivo é proporcionar um dia de felicidade para as crianças carentes de um bairro de nossa cidade, criando um sentimento de inclusão nas comunidades de baixa renda e estimulando, ao mesmo tempo, uma postura mais presente e participativa da maçonaria.”




















































segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Grão Mestre do GOB-MS participa de Sessão Magna de Iniciação

O Eminente Irmão Gessírio Domingos Mendes, Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil – Mato Grosso do Sul, participou neste ultimo sábado, dia 03 de outubro de 2009, da Sessão Magna de Iniciação promovida pela ARLS Cavaleiros do Sol nº 3195.
A sessão foi dirigida pelo Ilustre Irmão Sidnei Antonio Arioza, Venerável Mestre da Loja, na ocasião foram iniciados dois novos Irmãos, Alexandre Barbosa da Silva e Marco Antonio Nunes Nascimento, numa sessão marcada pela presença de Irmãos de diversas Lojas da capital de Mato Grosso do Sul.
Participaram da Sessão o Poderoso Irmão Luiz Adive Palmeira, Secretário de Planejamento do GOB-MS, o Poderoso Irmão Zeferino, Secretario de Patrimônio do GOB-MS, o Ilustre Irmão Sadi Bertin, membro do Ilustre Conselho Estadual, o Venerável Irmão Milton Sobrinho, Deputado Estadual pela ARLS Luz do Novo Milênio nº 3350, os Veneráveis Mestres, Geraldo Menezes, da ARLS de Emulação nº 2501, Edgar Afonso Bento, da ARLS 26 de Agosto nº 2670, Adelcio Santos da Silva, ARLS Renovação Campograndense nº 3254 e Moacir Joaquim de Matos, da ARLS Luz do Novo Milênio nº 3350.
O Venerável Mestre, Ilustre Irmão Sidney, falou da alegria de receber tantos Irmãos e da presença do Grão Mestre que deu um brilho especial à sessão.
O Eminente Irmão Gessírio, cumprimentou o Venerável Mestre pela condução dos trabalhos e os novos Irmãos pela Iniciação, dizendo que é na Loja que trabalhamos nossas imperfeições nos tornando melhores para promovermos mudanças no mundo exterior e ao final desejou a todos as bênçãos do Grande Arquiteto do Universo.
Ao final da sessão foi servido um delicioso jantar de recepção aos novos Irmãos e Cunhadas, no salão de eventos da Loja.









































domingo, 4 de outubro de 2009

BANDEIRA DA ACADEMIA MAÇÔNICA DE LETRAS DE MATO GROSSO DO SUL


A bandeira da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul – AMLMS tem a forma retangular e suas dimensões têm referencial no tamanho padrão da bandeira nacional brasileira. É dividida em duas partes por duas linhas de iguais sinuosidades. O lado superior tem coloração verde e o inferior azul.
Na parte superior cuja cor predominante é o verde, tem inserido a esquerda um conjunto de figuras, ou seja, um livro aberto com uma pena de escrever sobre o mesmo, ornado com folhas de louros. Na posição oposta, ainda no mesmo segmento há as configurações de um compasso e um esquadro.
Duas linhas pretas, sinuosas, semelhantes, com distâncias simétricas entre ambas, dividem o retângulo. No espaço interior, existente ao longo dos segmentos lineares na tonalidade branco, fica o registro relativo ao nome da instituição e a data da fundação: ACADEMIA MAÇÔNICA DE LETRAS DE MATO GROSSO DO SUL – FUNDADA EM 13 DE MAIO DE 1999, com todos os caracteres em preto.
Na parte inferior de predominância da cor azul, tem a aplicação de uma estrela amarela, localizada mais a direita da bandeira.
O SIGNIFICADO DAS CORES
O verde: a flora (campos e matas) Sul-Mato-Grossense, a beleza da natureza.
O branco: a harmonia, a paz que deve coexistir entre a humanidade.
O azul: a união, a irmandade sob a abóbada celeste.
O amarelo: as riquezas territoriais (na região onde tem sede a AMLMS).
O preto: as curvas dos rios (manancial) e limites naturais.
O SIGNIFICADO DAS FIGURAS
O livro aberto com uma pena de escrever sobre ele, acrescido de uma coroa de louros: a liberdade de buscar o conhecimento fruto da sabedoria do homem. A vitória pelo saber na cultura maçônica.
O compasso e o esquadro: utensílios, ferramentas (de cunhos simbólicos na doutrina da maçonaria que dão dimensões dos contornos para resguardo das virtudes e no traçar de linhas de condutas retilíneas) que servem respectivamente no auxílio dos mestres (sejam eles pedreiros ou não) na arte de construir obras de arquitetura.
A estrela: a presença firme, reluzente do ser supremo sobre todas as coisas.
Ressalta-se que da ligação das figuras dispostas na bandeira, mediante linhas imaginárias, poder-se-á obter a figura de um triângulo.
Assim, podemos concluir que as representatividades e significados alusivos às cores, figuras, linhas e caracteres que formam a bandeira, permite afirmar que: a ACADEMIA MAÇÔNICA DE LETRAS DE MATO GROSSO DO SUL, pode marcar presença através da sua bandeira em lugar de destaque onde a CULTURA é escrita com letras maiúsculas. Voltada para a difusão dos feitos de ontem, estando no presente, mas com olhar no futuro, neste rico e maravilhoso Mato Grosso do Sul.

Colaboração do Irmão Nelson Vieira de Souza
Membro da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul, ocupante da cadeira n.º 16, cujo patrono é José Bonifácio de Andrada e Silva.

sábado, 3 de outubro de 2009

ARLS Constância e Esperança nº 2019 do GOB-MS comemorou 31 anos

Com o nome de origem tupi-guarani curupah - que significa "lugar distante" – Corumbá, que anteriormente tivera outras denominações, é conhecida como Cidade Branca por causa da cor clara de seu solo, rico em calcário. A ocupação desta região teve início quando a expectativa de encontrar ouro fez com que a área pertencente ao município fosse explorada pelos portugueses, que começaram a chegar ao local em 1524.
Fundado em 1778, para impedir os avanços dos espanhóis pela fronteira brasileira em busca do precioso mineral, o Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, primeira denominação do vilarejo, transformou-se no principal entreposto comercial da região, quando foi liberada a passagem, pelo Rio Paraguai, de barcos do Brasil e do Paraguai e, pela importância comercial que passou a ter, em 1838, foi elevado a Distrito e, em 1850, à Município.
Durante a Guerra do Paraguai foi palco de uma das principais batalhas e a Freguesia de Santa Cruz de Corumbá, nome que passou a ter, foi ocupada e destruída por tropas de Solano Lopez, em 1865.
A partir de 1870, ao ser retomada pelo tenente-coronel Antônio Maria Coelho, a cidade começou a ser reconstruída. Na mesma época, imigrantes europeus e de outros países sul-americanos chegaram à cidade. O fim da guerra e o estabelecimento desses estrangeiros impulsionaram o desenvolvimento de Corumbá, que passou a ter o terceiro maior porto da América Latina até 1930.
Até a década de 50, os rios Paraguai, Paraná e Prata eram os únicos meios de comunicação da região. Assim, a cidade vivia sob a influência dos países da Bacia do Prata, dos quais herdou grande parte dos seus costumes, hábitos e linguagem; isso ocorreu naturalmente devido a sua localização fronteiriça e ao isolamento físico que sofria na época.
No início do século XX, porém, a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil deslocou o eixo comercial do sul do estado - na época ainda Mato Grosso - para Campo Grande. Os grandes comerciantes locais mudaram-se para outras cidades e Corumbá passou a priorizar comercialmente a exploração mineral as atividades rurais, como a agropecuária.
A cidade iniciou atividades industriais na década de 1940, com a exploração das reservas de calcário - excelente para a indústria do cimento - e outros minérios. No final dos anos 1970, o turismo começou a ser explorado, revelando nova infra-estrutura e viabilizando a restauração das construções históricas.
Com o Pantanal ocupando 60 % de seu território, Corumbá passou a ser chamada de Capital do Pantanal, constituindo-se o principal portal para o santuário ecológico.
E é nesse cenário que nasceu a ARLS Constancia e Esperança nº 2019 do GOB-MS. Em Sessão Magna de Comemoração aos 31 anos da Loja, no dia o Irmão Dorivan Garcia Mendes, Orador da Loja, fez a seguinte alocução.
“Eram 8:00 horas da noite de 20 de setembro de 1978 da E V , encontravam-se reunidos no Augusto Templo da Loja Pharol do Norte, trinta valorosos obreiros junto a sete outros ilustres M M, unidos todos com o intuito inabalável de engrandecer esta Sublime Instituição com o cintilar de mais uma luz no firmamento da maçonaria universal.
Transcorreu ali naquele momento a fundação de mais uma Augusta e Respeitável Loja Maçônica, foram seus padrinhos-fundadores os IIr :
Fadel Thajer Yunes – que na ocasião exercia a função de Poderoso Delegado Especial do Grande Oriente do Brasil para o Estado de MS
Salim José Ronacur – à época Delegado Litúrgico do Supremo Conselho do Brasil para o Rito EAA
Iussef Thajer Yunes – Ven M da A R L S “Pharol do Norte”
Max Gegge – Grande Secretário das Relações Maçônicas do Exterior do GOB
Ruidel Gattass Gay - VenM da ARLS “Constância” - Oriente de Campinas – São Paulo
Ari de Souza Oliveira - 1° Ven M da ARLS “Alvorada do Pantanal”
Islandio de Jesus - VenM da A e R L S “Caridade e Silêncio”
Foram seus trinta valorosos obreiros fundadores:
Agostinho Pereira
Alberto Motta
Antônio Moneia
Armando da Silva
Ary de Souza Carneiro
Assis da Silva
Cassemiro José de Figueiredo
Edvarde Monteiro
Elesbão Reinaldo Pereira
Estevão de Souza Benevides
Hélcio Coderniz Machado
Hipólito Leão da Silva
Iracildo Maciel
Irio de Carvalho
José Augusto de Amorim
José Eloy de Magalhães - 1° Ven M da ARLS ”Constância e Esperança”
Lourenço S. dos Santos
Luiz Capurro Braga
Mario Damaceno França
Massaud Chaim Asseff
Maximiano de Souza Benevides – seu 1°, 1° Vig da ARLS ”Constância e Esperança”
Moacyr Maria Gomes
Modesto Sanches
Nelson da Costa
Otávio Quirino da Motta
Otílio de Souza Benevides – seu 1°, 2° Vig da ARLS ”Constância e Esperança”
Ronei Benites Gomes
Sergio Rodrigues Monteiro
Simeon Stepanovich Darmanscheff
Zeno Guimarães
A denominação da nova Loja foi elegida em homenagem a seu ilustre visitante e co-fundador, venerável da Loja co-irmã em conjunto com a menção e lembrança ao importante porto desta região, essa foi a gênese do título ali escolhido: Constância e Esperança, para a mais nova estrela da constelação do Grande Oriente do Brasil.
Essa luz brilhou por anos no Oriente de Ladário, albergada carinhosamente no seio da Pharol do Norte, até que as condições materiais permitissem alçar vôo próprio, o que veio ocorrer em 12 de dezembro de 1986, quando ela encontrou seu ninho e passou a iluminar desde então a partir deste local no Oriente de Corumbá.
Essa luz vem brilhando ininterruptamente há 31 anos, graças aos esforços e persistência daqueles valorosos obreiros iniciais e dos que os sucederam, e graças à benevolência do Grande Arquiteto do Universo que quotidianamente invocamos nos permita mantê-la assim radiosa pelos anos vindouros.”

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Construção da Nova Sede do GOB-MG

A nova sede do Grande Oriente do Brasil- Minas Gerais, será um marco físico ou melhor, um símbolo dos ideais maçõnicos defendidos pelo nosso eminente grão Mestre Amintas de Araújo Xavier, e por mim, Grão Mestre Adjunto.
Nossa proposta é fortalecer a nossa órdem maçônica no estado de Minas Gerais, e, por consequencia, fortalece-la ainda mais no contexto da naçonaria nacional e internacional. Nerste sentido a obra será o ícone deste nosso propósito.
A comissão de construção da nova sede é formada pelos respeitáveis irmãos: Márcio Corrêa, Durleno Rezende, Altamiro Lourenço, Elias Canaã, Edimar Silva, Álvaro Eduardo Goulart e Eduardo Rezende.
A comissão, após analisar diversos terrenos, optou pelo terreno situado na Avenida Cristiano Machado, lado esquerdo sentido centro bairro, próximo a estação Floramar do Metrô. A escolha teve como diretriz, a topografia, o tamanho da área, o formato, estudos geotécnicos do sub solo, o plano diretor da Prefeitura de Belo Horizonte, consulta ao DER quanto a interferência da construção da linha verde, testada de lote de bom tamanho, voltada para um eixo viário que consideramos, atualmente, como o mais expressivo da capital mineira e também, foi decidida a mudança da sede do governo estadual para o Hipódromo Serra Verde, um pouco á frente do nosso terreno.
No local edificaremos dez modernos templos maçônicos, que permitirão o funcionamento de cinqüenta lojas maçônicas, além de um templo nobre, um salão de eventos, uma sala multimídia, restaurante, estacionamento, tribunais maçônicos, Grandes secretarias, PAEL, lanchonete, loja de conveniência e um moderno apart Hotel com cerca de 90 apartamentos.
Atualmente já aprovamos o Ante Projeto e estamos na fase de elaboração do projeto básico, para darmos inicio aos projetos estruturais, de instalações, de fundações e aprovação junto a PBH.
Tão logo vencida esta etapa, daremos início à construção, que acreditamos, podermos concluí-la no prazo de dois anos.
Estou ao inteiro dispor para informações adicionais que julgar pertinente.
Atenciosamente,
Eduardo RezendeGrão-Mestre Adjunto do GOB-MG
Presidente do Conselho Gestor da AMI